Gerente Regional de Educação justifica falta de energia em escolas de Araranguá
Recentemente, duas escolas na região de Araranguá foram impactadas por problemas no fornecimento de energia elétrica, resultando na interrupção das aulas e preocupações para pais, alunos e educadores. Uma das escolas afetadas, localizada na comunidade de Sanga da Areia, precisou dispensar os alunos devido à falta de energia.
Em entrevista concedida à Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, o gerente Regional de Educação, Luiz Carlos Pessi, abordou os desafios enfrentados pelas escolas devido às recentes quedas de energia.
O gerente regional explica que os problemas se deram por conta da rede elétrica que já se encontrava ultrapassada. Além disso, com os novos equipamentos que exigem mais carga, o padrão antigo não suportou a energia. “Muitas escolas tem uma rede elétrica. Com isso, os equipamentos que são instalados, como o ar condicionados, acaba sobrecarregando a instalação antiga dessas escolas. Quando o fio começa aquecer, passa a perder propriedade e enfraquece, impossibilitando o fluxo de energia”.
“No caso da escola localizada na Sanga da Areia, os eletricistas foram até o local e verificaram que o problema era a rede, mas também estava chegando pouca carga de energia na escola. Expliquei para os professores e pais, que iniciaríamos a manutenção nessa semana. Entretanto, tivemos o mesmo problema e ficamos dois dias sem aula, na escola Bernardino Sena Campos, onde os eletricistas precisaram trabalhar até na quinta-feira”, destacou.
Diante dessa situação, foram propostas soluções para resolver os problemas enfrentados pelas escolas. Isso incluiu a realização de manutenção na rede elétrica, o aumento da carga elétrica em cooperação com a Celesc e a necessidade de mudanças no padrão elétrico das escolas afetadas. Além disso, Pessi mencionou a elaboração de um projeto elétrico específico para a escola da Sanga da Areia, visando implementar um sistema de energia mais robusto e capaz de suportar as demandas atuais.
“Mediante a esses casos, entramos em contato com a empresa para realizar a manutenção. Pedimos o aumento de carga para a Celesc e o pedido foi enviado para Florianópolis, que nos notificou que precisaríamos mudar o padrão elétrico da escola. Nessa terça-feira, fui até a capital catarinense conversar com a secretaria de Educação. Foi feito um projeto para ser realizado na escola da Sanga da Areia. O projeto já está com a empresa, que iniciará os trabalhos hoje à tarde, ou na segunda-feira”, explicou.
O projeto, que prevê a instalação de disjuntores específicos para cada ar-condicionado e a adoção de um novo padrão elétrico, já está em andamento. Pessi enfatizou que, embora a falta de ar-condicionado possa ser desconfortável, a solução proposta visa não apenas resolver os problemas imediatos, mas também estabelecer um sistema de energia que sirva como referência para toda a região, com planos de implementação em todas as escolas da região.
“O projeto se consiste em que todo ar condicionado terá um disjuntor especifico. Será realizado um padrão novo. Sabemos que é desconfortável ficar sem ar condicionado. Porém, vale ressaltar que devido a esse problema, nossa região terá um sistema de energia que será referência. Em breve, vamos adotar em todas as escolas”, concluiu.







