Nova ETA VI entra em operação e amplia segurança hídrica de Araranguá, destaca diretor do SAMAE
A cidade de Araranguá deu um passo decisivo rumo à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável com a inauguração da Estação de Tratamento de Água ETA VI, localizada na Lagoa do Caverá. A obra foi apresentada durante edição especial ao vivo do programa Dia a Dia, da Rádio Araranguá, comandado por Saulo Machado, direto do local.

Com investimento superior a R$ 10 milhões, a nova estação passa a ser uma das mais modernas do município. Segundo o diretor do SAMAE, Jairinho Costa, o projeto começou a ser discutido ainda no início de sua gestão e levou cerca de dois a três anos entre planejamento, licenciamento ambiental, elaboração de projeto e execução.
“Desde o começo entendemos que a Lagoa do Caverá poderia ser uma alternativa estratégica para garantir uma captação mais segura e um reservatório com maior capacidade. Hoje vemos isso se concretizando. A ETA VI tem capacidade para tratar até 300 mil litros de água por hora, funcionando de forma praticamente automatizada, com rígido controle de qualidade. A água passa por testes constantes, realizados a cada duas horas, seguindo normas das vigilâncias federal, estadual e municipal, antes de chegar às residências”, destacou Jairinho.
Outro ponto enfatizado pelo diretor foi o fato de a obra ter sido realizada 100% com recursos próprios, sem financiamentos. “Hoje, para iniciar uma licitação desse porte, é obrigatório ter o recurso em caixa. Toda a obra está quitada, o que demonstra o equilíbrio financeiro e a responsabilidade da gestão do SAMAE”, afirmou.
Jairinho também explicou situações pontuais de água turva registradas em alguns bairros. “Em casos de rompimento de rede ou manutenção emergencial, a entrada de resíduos é inevitável, mas orientamos a população e concedemos descontos quando necessário. Pedimos desculpas por um problema recente em um filtro antigo da estação da Lagoa da Serra, que já foi solucionado”.
Sobre a Lagoa do Caverá, o diretor reforçou que a quantidade de água captada pelo SAMAE é muito menor do que o volume que naturalmente escoa para o rio Mampituba, afastando qualquer risco de esvaziamento. “Jamais investiríamos em uma estação dessa magnitude para colocar a lagoa em risco”, garantiu.
Por fim, Jairinho destacou que a ETA VI representa não apenas uma obra de infraestrutura, mas um patrimônio da população. “Isso aqui não é do SAMAE ou da Prefeitura, é do povo de Araranguá. É tecnologia de ponta e motivo de orgulho para todos nós”, concluiu.






