“ETA VI coloca Araranguá à frente do seu tempo e garante abastecimento para os próximos 20 anos”, afirmam técnicos
A inauguração da nova Estação de Tratamento de Água (ETA VI) marca um avanço significativo no sistema de abastecimento de Araranguá. Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, no programa da Rádio Araranguá, o engenheiro químico do Samae e responsável técnico pela obra, Mário Copetti, e o representante do Grupo Gratt/BioG, empresa responsável pela execução do projeto, Fabiano Piovezan, detalharam os diferenciais técnicos da estação e os impactos positivos para a população.
A ETA VI utiliza um sistema compacto e modular, considerado um dos mais modernos disponíveis atualmente no país. De acordo com Fabiano Piovezan, o modelo permite rapidez na execução, menor custo e facilidade de ampliação conforme o crescimento da demanda.
“É um sistema construtivo moderno, onde toda a estrutura é produzida em fábrica e instalada de forma ágil. Hoje, obras que antes levavam dois ou três anos podem ser concluídas em cerca de 150 a 200 dias”, explicou.
Outro diferencial apontado é a flexibilidade do sistema. O espaço já está preparado para receber novas unidades no futuro, garantindo que o município possa acompanhar o crescimento populacional sem grandes intervenções estruturais. “Basta olhar o terreno ao lado: quando a demanda aumentar, é possível instalar outra estação semelhante a essa”, destacou Piovezan.
Segundo Mário Copetti, esta é a estação mais moderna já operada pelo Samae. Embora Araranguá já conte com uma ETA modular no Morro dos Conventos, a nova unidade apresenta avanços significativos em automação e controle.
“Todo o processo é automatizado: captação, dosagem de produtos químicos, recalque e controle do nível dos reservatórios. Quando o sistema atinge o nível ideal, ele para automaticamente, garantindo eficiência e qualidade constante da água”, afirmou.
A automação também reduz a necessidade de intervenção humana direta, exigindo do operador apenas a supervisão do sistema, reposição de insumos e análises periódicas. “Isso traz tranquilidade, tanto na pressão da rede quanto na qualidade da água entregue à população”, completou Copetti.
Em relação à durabilidade, os entrevistados explicaram que a vida útil da estação depende diretamente da manutenção. Com os cuidados adequados, a estrutura pode operar por décadas.
“É um equipamento, assim como um automóvel. Com manutenção preventiva, pode durar 40, 50 ou até 60 anos. E a manutenção é muito mais simples e barata do que em estruturas de concreto”, ressaltou Piovezan.
A nova ETA VI já apresenta resultados práticos. Desde que entrou em operação, em dezembro, solucionou problemas recorrentes de baixa pressão e falta de água, especialmente na região norte da cidade, onde o consumo aumentava significativamente nos fins de semana. “Antes, aos sábados, a pressão caía e só normalizava à noite. Depois da entrada em funcionamento da estação, não tivemos mais reclamações”, destacou Copetti.
Atualmente, a estação opera com cerca de metade da sua capacidade total, o que garante folga operacional e segurança para atender o crescimento urbano e a expansão do parque industrial do município. “A capacidade de produção é de aproximadamente 90 litros por segundo, dentro de um sistema similar ao utilizado em grandes projetos de saneamento no estado e no país”, salientaram.
Durante a entrevista, Fabiano Piovezan também ressaltou a importância do investimento em saneamento básico e parabenizou a administração municipal pela visão de futuro. “Essa é uma obra pensada para daqui a 20 anos. É visão técnica aliada à visão política. Araranguá está à frente de muitas cidades que ainda não resolveram problemas básicos de abastecimento”, concluiu.






