Orquestra e Vocal Lira Celeste celebra 67 anos com duas noites de louvor em Araranguá
Programação será realizada neste sábado e domingo, no Templo Central da Assembleia de Deus, com apresentações musicais e pregações especiais. Tema deste ano é “Me Refaz”.
A Orquestra e Vocal Lira Celeste, da Igreja Assembleia de Deus de Araranguá, celebra seus 67 anos de história com uma programação especial neste sábado, dia 10 e domingo, dia 11. As comemorações serão realizadas no Templo Central da igreja, com apresentações musicais, momentos de louvor e pregações.
Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, da Rádio Araranguá, o maestro Zedequias Senado, o pastor Daniel e o músico Calebe falaram sobre a trajetória do grupo, as transformações ao longo dos anos e os detalhes da festividade, que também busca reunir músicos que já fizeram parte da orquestra e admiradores da música cristã.
Fundada em 1960 como banda, a Lira Celeste passou por uma transformação em 2010, quando assumiu o formato de orquestra, com a inclusão do vocal. Atualmente, o grupo reúne cerca de 35 a 40 músicos e oito cantores, todos com participação como solistas.
Tradição e responsabilidade de manter o legado
À frente da orquestra, o maestro Zedequias Senado destacou a responsabilidade de dar continuidade a uma história construída ao longo de mais de seis décadas. Ele assumiu a função após o trabalho desenvolvido pelo maestro Josimar, que esteve à frente do grupo por aproximadamente 40 anos.
“Poder continuar esse legado de 67 anos é uma responsabilidade gigante, mas, na graça de Deus, a gente consegue”, afirmou Zedequias.
O maestro também ressaltou a importância do trabalho realizado anteriormente e o compromisso de manter a identidade da Lira Celeste, ao mesmo tempo em que busca novas possibilidades musicais.
“Desenvolveu um trabalho gigante, deixou um legado. Na verdade, não deixou, construiu um legado de 40 anos, e hoje eu tenho a responsabilidade de poder continuar esse legado”, destacou.
Segundo Zedequias, a orquestra também passou por mudanças significativas após a pandemia, com a chegada de novos integrantes e a ampliação do trabalho vocal. A proposta atual incorpora elementos do pop rock, com instrumentos como baixo elétrico, guitarra, violão e bateria, sem abandonar a essência construída ao longo dos anos.
Tema “Me Refaz” marca a edição deste ano
Uma das novidades da programação é o tema escolhido para a festividade: “Me Refaz”, inspirado na passagem bíblica de Jeremias 18, que apresenta a figura do oleiro trabalhando o barro.
O maestro explicou que a escolha está relacionada às transformações vividas pela orquestra nos últimos anos, período em que alguns integrantes saíram, novos músicos chegaram e outros passaram a integrar o grupo após se mudarem para Araranguá.
“Algo que aconteceu muito na nossa orquestra depois da pandemia foi algo extraordinário. Saíram muitas pessoas, outras pessoas vieram, nós estamos recebendo músicos de fora”, relatou.
Zedequias afirmou que o objetivo é renovar o trabalho sem perder a história e a identidade da Lira Celeste. Além das músicas tradicionais, o repertório também recebe novos arranjos, aproximando diferentes estilos musicais.
Durante a festividade, o antigo maestro Josimar fará uma participação especial ao lado da esposa, com uma apresentação que resgata a trajetória musical do grupo por meio de uma composição que recebeu uma nova roupagem.
Música como expressão de fé e louvor
Durante a entrevista, o pastor Daniel destacou o papel da música na vida cristã e sua importância na condução dos cultos. “A música é uma das formas em que você adora, agradece, bendiz e expressa o seu coração. Então, a música na igreja é fundamental”, explicou.
O pastor também lembrou que o louvor contribui para preparar os fiéis para a mensagem religiosa e faz parte da tradição bíblica. “A Bíblia nos incentiva a adorar o Senhor. O próprio Salomão, quando construiu o templo, não deixou de separar os músicos, até porque seu pai, Davi, era um músico por excelência”, acrescentou.
Daniel reforçou o convite à comunidade de Araranguá e região para participar das comemorações, ressaltando que a apresentação representa tanto uma expressão cultural quanto um momento de adoração.
Músicos de diferentes gerações
Integrante da Lira Celeste desde a infância, Calebe contou que começou a participar do grupo aos oito anos de idade, tocando triângulo. Ao longo da trajetória, aprendeu outros instrumentos de sopro, como trompete, trompa e trombone de pistão, até chegar ao trombone de vara.
Ele destacou a importância do incentivo recebido dos maestros e a convivência entre diferentes gerações de músicos. “A formação do grupo também se caracteriza pela participação de famílias inteiras, com pais, filhos e outros parentes envolvidos nas atividades musicais da igreja”.
Atualmente, a Lira Celeste conta com oito cantores solistas, o que permite diversificar as apresentações e valorizar os diferentes talentos. A igreja ainda não possui uma escola própria de música, mas encaminha pessoas interessadas em aprender instrumentos para formação com o professor Hildo. A criação de uma escola está entre as possibilidades futuras.
Programação terá convidados especiais
As comemorações dos 67 anos serão realizadas em duas noites, ambas com início às 19h, no Templo Central da Assembleia de Deus de Araranguá. “No sábado, a pregação será conduzida pelo pastor Sandro Fontoura, convidado do Rio Grande do Sul. Já no domingo, o encerramento contará com a participação do pastor Moisés Miranda, de Otacílio Costa”, ressaltaram.
A programação musical terá a participação da Orquestra e Vocal Lira Celeste, além de convidados especiais e do Desafio Jovem, ligado à região da Polícia Rodoviária. Conforme o maestro, a abertura de cada noite contará com a orquestra, e a programação prevê um período dedicado ao louvor.
Zedequias convidou especialmente os músicos que já passaram pela Lira Celeste, além de pessoas que apreciam música e canto, para prestigiar a celebração. “Venha prestigiar esse trabalho, que juntos nós seremos abençoados”, convidou o maestro.









