Primeira audiência pública do Plano Diretor foi marcada para 13 de abril
Na última segunda-feira, 13, a prefeitura de Araranguá tornou público o edital de Audiência Pública do Plano Diretor Municipal.
Esse Plano passa a ser o instrumento orientador e normativo da atuação do poder público e da iniciativa privada. Prevendo políticas, diretrizes e instrumentos para assegurar o adequado ordenamento territorial.
Além disso, também assegura a contínua melhoria das políticas sociais e o desenvolvimento sustentável do município. Tendo em vista as aspirações da população. Em entrevista à Rádio Araranguá, o arquiteto Nelson Prohman, falou sobre o plano.
“Com a mudança que ocorre na legislação nacional e estadual, faz 11 meses que estamos debruçados nesse conjunto de leis fazendo a atualização desse escopo. Estando dentro da prefeitura, acompanhamos o trabalho desses profissionais e as demandas das pessoas que chegavam reclamando de algumas coisas e pedindo outras. O material será analisado de forma coletiva para que seja transformado em lei”, ressaltou Nelson.
Audiência
“A audiência para apresentar o material acontecerá no dia 13 de abril, em uma quinta-feira. O local será no centro Multiuso, em frente ao IFSC. Talvez precisaremos realizar três audiências. Começará com uma formalidade para a apresentação da coletividade. Após isso, não será difícil de entender. Preparei uma apresentação do que foi feito até agora e o que pretendemos fazer para o futuro. Nossa estimativa para a entrega à câmara, será em meados de junho”, explicou o arquiteto.
Transparência
“Começamos a trabalhar com duas entidades, os profissionais da Aesc (Associação dos Arquitetos e Engenheiros do Extremo Sul Catarinense) e os corretores de imóveis. Realizamos uma apresentação para esses dois grupos, disponibilizando o material. Sabemos que são eles, que mediam o uso e as atividades do solo para os proprietários”, acrescentou Nelson.
Evolução
“Estamos hoje, realizando um conjunto de leis muito mais adequado às necessidades da cidade. Conseguimos fazer essa leitura clara do que aconteceu ao longo do tempo e criar em alguns momentos, um critério mais rígido e em outros, flexibilizar a legislação para o desenvolvimento do município ser mais efetivo. Nunca sobrepondo questões ambientais e sociais. Precisamos encontrar um equilíbrio entre dar condições para o desenvolvimento e preservar o meio ambiente”, falou o arquiteto.
Capacidade construtiva
“Continuamos com 12 pavimentos. A cidade possui poucos prédios com essa altura. O que determina esse fator de aumentar ou diminuir é a densidade demográfica. Não adianta colocar uma quadra no centro da cidade com vários prédios de 12 pavimentos e o fluxo naquela área virar um caos. Só podemos permitir a ampliação de população em uma determinada quadra da cidade, na medida que tenhamos infraestrutura para atender essa comunidade”, finalizou Nelson.











