Política “Não adianta por reservatório se não resolver o problema da adutora” falou vice-prefeito em relação ao abastecimento de água em Maracajá

“Não adianta por reservatório se não resolver o problema da adutora” falou vice-prefeito em relação ao abastecimento de água em Maracajá

17/03/2023 - 16h05

Na última quinta-feira, 16, a administração municipal de Maracajá esteve em Florianópolis para uma reunião com o presidente da Casan, Laudelino de Bastos. Na oportunidade, o assunto foi os problemas de abastecimento de água que o município tem enfrentado.

Em entrevista à Rádio Araranguá, o presidente da câmara de vereadores de Maracajá, Valmir Carradore, o vice-prefeito, Volnei Rocha e a vereadora, Rosilane Dassoler, falaram sobre o encontro e os próximos passos.

“Levamos as dificuldades que o município tem passado com o abastecimento de água. Seguimos sem uma solução que resolva o problema da falta de água e do rompimento da adutora. Porém, na nossa percepção, achamos que a reunião andou, pelo menos a gente sabe que os dois reservatórios que pertencem a Maracajá, já se encontram em Criciúma e foram adquiridos. O presidente nos prometeu a instalação em 2 meses. Por fim, resolveu um pouco a questão da falta de água, que quando romper, vamos ter mais água, que durará por mais dias”, ressaltou Volnei.

Resolvendo Problemas

“Um dos problemas está sendo resolvido. A intenção da Casan é instalar 5 reservatórios em Maracajá. Como já adquiriram 2, a promessa é que em dois meses eles sejam instalados. Sendo 250 mil litros de água a mais, que juntando com o que temos, fica 350 mil litros. A questão da adutora, nos passaram que fica inviável fazer uma nova no traçado atual, porque além do cano que eles querem fazer, ele precisará ser envelopado. Está sendo feito um estudo para trazer a água pelo Verdinho para Maracaja. O presidente nos pediu 30 dias para ver o contrato. Porque está acontecendo uma nova regulamentação do governo federal, que vai facilitar a prefeitura fazer o contrato com a Casan. Caso o contrário, precisará ir para licitação, algo assim”, explicou Valmir.

Necessidade momentânea

“Me sinto mais confiante. Da forma emergencial, com esses reservatórios vai suprir mais a nossa necessidade, embora um reservatório de 100 mil litros no nosso município, dure apenas 40 minutos. Eles já sabiam da nossa situação, mas senti um empenho grande deles em colocar esses reservatórios o mais rápido possível. Em relação a concessão é mais complicado, porque se espera essa resposta do governo federal em 30 dias, mas também acho que a Casan, não quer perder mais nenhum município. Ou seja, sem a concessão não será realizada nenhum tipo de adutora e investimento maior. Porém, de forma emergencial, acredito que os reservatórios supra as necessidades no momento”, acrescentou Rosilane.

O caminha para resolver

“Ao meu ver, precisamos acionar o Ministério Público. Não adianta por reservatório se não resolver o problema da adutora. Se través deles não está acontecendo, acredito que acionando o Ministério Público, o próprio Ministério, vai obrigar eles a fazer essa adutora. Isso é questão de calamidade pública, não tem mais como o município ficar sem água”, afirmou o vice-prefeito.

Esgoto

“Conversamos sobre o esgoto, eles mencionaram um projeto que está sendo feito, porém a longo prazo. Nosso Maracajá é muito pobre em saneamento básico. Isso me preocupa muito, porque o índice de doença é muito maior, se tiver esgoto tratado no município a saúde é muito melhor. Porém, isso tudo é a nível federal, não será rápido”, explicou Rosilane.

Conexões

A administração municipal enalteceu a participação do deputado estadual, Tiago Zilli (MDB) e agradeceu o empenho que o deputado vem fazendo para realizar a conexão entre os órgãos. “Foi ele que fez essa ponte para nós com a Casan. Tenho certeza que ele vai ficar constantemente ligado a isso. O deputado pegou essa causa com a gente e acredito que vai nos ajudar ainda mais”, ressaltou a vereadora.

Persistência

“Acredito que nesse ano de 2023, vamos resolver esse problema. Os vereadores estão todos empenhados nessa função. Não vamos deixar parar, vamos insistir para resolver esse problema. Primeiro vamos trazer a água e depois vamos para o saneamento básico, que é essencial para a população”, finalizou Valmir.