“A categoria de medicamentos é a mesma das drogas ilícitas”, alerta médica em conscientização à população ao uso racional de medicamentos
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos é uma data que serve para alertar a população quanto os riscos à saúde causados pela automedicação e o abuso de medicamentos controlados. Segundo o Ministério da saúde, o objetivo é ressaltar o papel do uso indiscriminado de medicamentos e a automedicação como principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação por remédios.
A automedicação traz riscos à saúde, pois a ingestão de substâncias de forma inadequada pode causar reações como dependência, intoxicação e até a morte. A médica Samara Paes, que atende na rede pública de Araranguá, esteve no programa Atualidades da Rádio Araranguá e alertou a população sobre os riscos.
“Acredito que o Ministério da Saúde estipulou no dia 5 de maio, a data do uso racional de medicamentos, justamente para trazer o alerta a população sobre o uso indiscriminado de remédios e a automedicação. Infelizmente ainda temos uma cultura no Brasil de ir à farmácia, como se fosse ao supermercado”, ressaltou Samara.
Atrativo facilitado
“Sabemos que é muito atrativo às pessoas, o uso de medicamentos. Traz um tipo de alívio, tanto físico, quanto psicológico. Essas reações é o que faz o cidadão buscar o acesso e a automedicação. Além disso, é muito fácil no Brasil conseguir remédio sem a receita. Infelizmente esse é um grande problema de saúde pública”, explicou a médica.
Riscos
“O uso de medicação precisa ser muito correto, porque pode trazer inúmeros prejuízos a saúde. Além disso, causa a dependência e as intoxicações não acidentais. Acredito que essas intoxicações, representam 30% das intoxicações em geral que atentemos. Precisamos de mais atenção ainda, nessa moda de medicamentos com o uso de álcool, esse é um problema absurdo. A categoria de medicamentos é a mesma das drogas ilícitas. Ela traz consequências no seu uso e abuso não indicado corretamente, comparado ao uso das drogas ilícitas e pior, porque é de fácil acesso”, acrescentou Samara.
Fiscalização e consciência
“Se há o acesso é porque tem alguém permitindo. Acredito que precisa haver uma fiscalização e uma consciência dos médicos e dos farmacêuticos, de não liberar medicamentos de forma liberal, como emprestar o remédio ao vizinho. Com isso, precisamos ocupar a população com aspectos culturais, terapias ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais prestando esse tipo de assistência, espiritualidade e entendermos que momentos difíceis fazem parte da vida. Atendemos muitas pessoas que chegam chorando, por estarem passando por momentos adversos e que buscam nos medicamentos um escape daquele problema”, finalizou a médica.











