A difícil vida de um árbitro, por Rony Sander: “A mulher está xingando mais que o homem”
Um dos árbitros de futebol mais conhecido da região, Rony Sander, foi enfático em criticar o tratamento dos torcedores com a arbitragem. Além disso, ele ressaltou a mudança na postura das mulheres, que durante as partidas, desferem palavras de baixo calão contra o mediador. Segundo Rony, o público feminino está xingando mais que os homens.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa As Esportivas, apresentado por Jairo Silva e Dejair Inácio, Rony falou sobre o comportamento agressivo por parte dos torcedores.
“Uma coisa que está me desagradando muito, até minha esposa falou, que hoje, quem mais está fazendo confusão fora do campo, são as mulheres. Não estou discriminando nada, mas a gente ver uma mulher xingando palavrão com o filhinho do lado, é muito feio. Quando olho o marido está jogando, daí chego nele e comento para ele dar uma conversada com ela, porque está muito feio. Eu prezo muito pela classe feminina, mas isso está me desgostando muito, são palavras de baixo calão”, ressaltou Rony.
O arbitro relembrou um episódio há 20 anos, que ocorreu em um jogo do Campeonato Municipal, em que um dos atletas do seu time, desferiu um tapa no rosto do arbitro da época, Álvaro Batista Neto. Então chateado com a agressividade do jogador, Rony deixou o gramado no intervalo do jogo.
“Eu recém tinha encerrado minha carreira e estava jogando no amador. Em uma partida, um atleta da minha equipe deu um tapa no rosto do Álvaro, eu olhei aquilo e no intervalo do jogo, nem me lembro se era reserva ou não, peguei minhas coisas e fui embora. Na época eu tinha meus 28 anos e já agia assim, imagina hoje em dia. Devido à falta de segurança, o arbitro nem expulsou o jogador”, explicou Rony.
Além de arbitro, Rony também foi jogador de futebol profissional. Então atleta, atuou como goleiro de clubes como o Criciúma, Novo Hamburgo e outros. Uma de suas maiores queixas como jogador, era o atraso de salários. Segundo ele, a situação mudou muito com o surgimento da Lei Pelé.
“Eu joguei profissional 8 anos, as pessoas falavam que eu era uma promessa. Na época eu jogava muito, passei por alguns clubes, mas o que me levou a encerrar a carreira foi a falta de pagamento. Eu joguei na época errada, o futebol começou a ficar bom após a Lei Pelé”, finalizou Rony.











