“Achamos muito pouco, queremos essa valorização”, relatou o presidente da Aprasc sobre a remuneração dos reservistas para reforçar segurança nas escolas
Na última segunda-feira, 10, o governador Jorginho Melo (PL), anunciou um projeto de contratação de policiais reservistas, para compor a segurança das 1.053 escolas da rede estadual de ensino. O objetivo da ação, seria reforçar a proteção nessas unidades, visto que somente neste início de ano, já foram quatro casos de ataques a escolas.
Sendo o ataque com bomba caseira por um ex-aluno em Monte Mor (SP), em 13 de fevereiro. O ataque com faca por um aluno de 13 anos em uma escola em São Paulo, que resultou na morte de uma professora e quatro pessoas feridas, em 27 de março. O ataque a faca por um aluno à colegas em uma escola do Rio de Janeiro em 28 de março e agora, o atentado à creche de Blumenau, em Santa Catarina, que terminou na morte de quatro crianças.
O projeto de contratação destes reservistas seria a ação correta, visto que esses profissionais possuem experiências para suprir tal necessidade. O problema em questão, seria o baixo salário oferecido pelo Estado, o que dificulta a contratação desses. Visto isso, a administração da Aprasc (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina), se posicionou em participar de uma reunião com o governador para discutir a ação.
Em entrevista à Rádio Araranguá, ao programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado, o assessor jurídico da Aprasc e ex-vereador, Cabo Loro, o também vice-presidente e vereador de Balneário Arroio do Silva, Clailton de Oliveira (PSDB) e o presidente da Aprasc, Nilton César Facenda, falaram sobre a procura do poder público por esses reservistas e o baixo salário oferecido.
“Nessa semana estivemos na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) conversando com alguns deputados que, como nós, estão também aguardando com muita ansiedade que o governo nos convide para discutir este projeto. Com mais de 15 mil sócios, somos a voz dos Praças em Santa Catarina e a maior associação do Brasil. Queremos ajudar o estado e sabemos da importância na segurança dos filhos dos catarinenses”, afirmou o presidente.
Baixo salário
“Um dos pontos que queremos discutir, também é o fato de estar sendo oferecido, apenas 20% do que esses reservistas ganhavam. Hoje em dia, 80% de nossos policiais se aposentaram com a menor graduação e como estes estarão na linha de frente, trabalhando para ganhar esse valor irrisório, achamos muito pouco, queremos essa valorização”, ressaltou Nilton.
Preocupação
“Fui indagado por várias mães sobre a segurança nas escolas. Mediante essa situação, a gente se preocupa com isso por representar esses militares. Sabemos que quando o oficial sai de casa, ele já sai com um X (alvo) nas costas, porém ele tem seu companheiro para o ajudar. Quando esse vai realizar a segurança na escola, ele provavelmente fará sozinho, gerando uma preocupação maior. Acredito que após anos de serviço, seria justo valorizar o oficial. Serão 1053 policiais contratados, precisamos sentar e discutir quanto será pago. Não é só dizer que vai contratar”, acrescentou Clailton.
Projeto
“Estivemos juntos à administração da Alesc e nenhum deputado e nem o presidente sabiam como vai se dar esta contratação. A remuneração, qual será a carga horária e o que o governo está pensando. Com isso, os deputados se anteciparam e realizaram a definição de como as prefeituras realizarão a contratação desses policiais e como as escolas particulares poderão contratar esses policiais. Sendo assim, os deputados enviarão esse projeto para o governador, antes do Jorginho remeter o dele. Estão determinando um valor para as prefeituras, que chegará aproximadamente a R$ 4 mil a esses policiais. Entramos em contato com alguns colégios particulares e eles fizeram o orçamento de quanto seria o valor de uma guarda privada para cuidar do estabelecimento, se for desarmado, fica aproximadamente R$ 11 mil o segurança, se for armado fica em R$ 22 mil. A sensação de segurança vai afastar os problemas das escolas”, finalizou Cabo Loro.







