Política “Acredita-se que possa ser o início da privatização da Celesc”, diz deputado sobre problemas apresentados pela companhia

“Acredita-se que possa ser o início da privatização da Celesc”, diz deputado sobre problemas apresentados pela companhia

24/06/2024 - 09h48

A situação crítica envolvendo a Celesc continua sendo pauta e dessa vez não é apenas na Cidade das Avenidas, mas em todo o Estado. Santa Catarina vem enfrentando transtornos com a companhia, desde que a mesma, anunciou a troca para um novo sistema.

Em entrevista ao programa Dia a Dia, da Rádio Araranguá, apresentado por Saulo Machado, o deputado estadual Fabiano da Luz discutiu sua recente fala na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), sobre os problemas enfrentados com a companhia de energia.

“Estamos enfrentando uma situação bastante preocupante. Essa empresa é referência nacional e já foi diversas vezes premiada. Os próprios funcionários da Celesc nos procuraram na semana passada para informar que o problema não se dá apenas por terem mudado o sistema, mas também porque não prepararam a equipe para trabalhar com ele, além de não colocarem funcionários nos pontos estratégicos, o que gerou inúmeras filas em suas unidades nas cidades”, destacou Fabiano da Luz.

Suspeita de estratégia para privatização

O deputado trouxe à tona uma alegação preocupante feita por funcionários da Celesc. “Nos foi alegado que a situação também se trata de uma estratégia que a empresa tem, e seus funcionários acreditam que possa ser o início da privatização da Celesc. Ou seja, piora-se o serviço e o atendimento para ganhar o apelo popular, em que a situação está ruim mesmo e é melhor privatizar. Essa foi a declaração que esses funcionários nos deram em relação à situação, caracterizada como descaso por parte desses servidores que alegaram isso”, ressaltou Fabiano da Luz.

Diante dessa situação, o deputado propôs a possibilidade de um projeto de lei para tentar impedir a privatização da Celesc. “O que podemos fazer é um possível projeto de lei para tentar trancar a privatização. Não sei se temos força para isso. Precisa ser feito um debate bem minucioso. O maior controle sobre a companhia ainda é do governo. Entretanto, caso aconteça a privatização, o dono irá ditar o preço e, sem dúvidas, sentiremos no bolso o preço da energia”, explicou.

Fabiano da Luz também apontou a falta de concursos públicos como um fator agravante. “Existe uma falta de concursos, na qual sobrecarrega os servidores e, com isso, o atendimento passa a ficar defasado. Infelizmente, toda essa situação é bastante complicada”, concluiu.