Amesc e Unesc realizam debate sobre Transtorno de Espectro Autista
A Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), em parceria com a Universidade do extremo Sul Catarinense (Unesc), promoveram uma roda de conversa na tarde desta segunda-feira, 06, em Araranguá. O tema debatido foi o Transtorno de Espectro Autista (TEA). Participaram professores, secretários de Educação, diretores, coordenadores, assistentes sociais e profissionais da saúde.
A presidente do Colegiado de Educação da Amesc e secretária de Educação de Morro Grande, Aline Coral, conta a importância desse encontro. “A intenção hoje é trazer pessoas que possam replicar esse tema. Estima-se que, futuramente, uma em cada cinco crianças recém-nascidas terá esse diagnóstico. Então para ver como é sério e importante conhecermos e sabermos lidar com essa criança que chega à escola”, pontua.
A diretora da Unesc, Izabel Souza, conta que, de todas as demandas levantadas pelos profissionais da Educação em reuniões realizadas em 2022, a pauta sobre o autismo era a mais lembrada. “Nesta tarde a Unesc disponibilizou profissionais que trouxeram informações e conhecimento, mas também ouviram e tiraram dúvidas a respeito da temática. Vamos discutir mais fortemente essa questão para, a partir daí, podermos propor um curso de curta duração e uma pós-graduação para qualificar os profissionais da Amesc sobre o TEA”, explica.
Mágada Tessmann, doutora em Ciências da Saúde e coordenadora do setor de Pós e Cursos Livres da Unesc, detalha os temas abordamos na tarde. “Hoje trouxemos a pauta jurídica para saber os direitos dessas crianças, trouxemos uma pedagoga que falou sobre o ensino e aprendizagem, uma psicóloga para falar sobre o diagnóstico e também um profissional voltado para serviço social falando sobre a rede de apoio”, detalha.
O que é o TEA?
Segundo o Ministério da Saúde o TEA é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento, que podem englobar alterações qualitativas e quantitativas da comunicação, seja na linguagem verbal ou não verbal, na interação social e do comportamento, como: ações repetitivas, hiperfoco para objetos específicos e restrição de interesses. Dentro do espectro são identificados graus que podem ser leves e com total independência, apresentando discretas dificuldades de adaptação, até níveis de total dependência para atividades cotidianas ao longo de toda a vida.
Como o TEA é diagnosticado?
A suspeita inicial do Transtorno do Espectro Autista é feita normalmente ainda na infância, por meio da Atenção Primária à Saúde (APS), durante as consultas para o acompanhamento do desenvolvimento infantil. Por ser essencialmente clínico, a identificação de traços do espectro autista é realizada a partir das observações da criança, entrevistas com os pais e aplicação de métodos de monitoramento do desenvolvimento infantil, durante as consultas de avaliação do crescimento da criança, que acontecem em qualquer unidade da APS.
A antecipação da suspeita diagnóstica permite que a APS inicie prontamente a estimulação precoce e encaminhe a criança oportunamente para fechamento de diagnóstico na Atenção Especializada.
Uma das ferramentas usadas para análise durante as consultas é a Caderneta de Saúde da Criança, que traz orientações sobre os marcos do desenvolvimento esperados para cada idade.






