Política Arlindo Rocha, pré-candidato a deputado estadual pelo PT, diz que governo Bolsonaro demonizou as instituições e espalhou medo e ódio

Arlindo Rocha, pré-candidato a deputado estadual pelo PT, diz que governo Bolsonaro demonizou as instituições e espalhou medo e ódio

09/02/2026 - 13h59

Em entrevista ao programa Dia a Dia, desta segunda-feira, 09, apresentado por Saulo Machado, Arlindo Rocha, ex-prefeito de Maracajá e que foi candidato a prefeito de Criciúma nas últimas eleições, oficializou sua pré-candidatura como deputado estadual.

Arlindo Rocha disse que está na hora do PT da região ter novamente um representante na Alesc, o que não acontece há aproximadamente duas décadas.

“Amanhã o Partido dos Trabalhadores completa 46 anos. Há 20 anos não temos uma representação (do Sul) na Assembleia Legislativa. O último deputado foi o companheiro Décio Goes (ex-prefeito de Criciúma), isso em 2006. De lá pra cá o PT não conseguiu mais eleger um deputado estadual. Isso tem dificultado muito a organização nos municípios. O PT tem voto em todos os municípios, mas não tem essa organização. Acabam fazendo isso deputados de outras regiões. Por isso, quando fui chamado a ser candidato a prefeito de Criciúma, uma missão muito difícil, o partido em nível estadual e federal, me pediu isso, que a contrapartida seria a continuidade de ser ativo do partido, ou seja, a possibilidade de representar em outras candidaturas e eu me coloquei à disposição. Disputei as eleições em Criciúma, uma eleição muito difícil, mas nós saímos com propostas claras, com um diálogo e um debate muito propositivos. Isso repercutiu também nos municípios vizinhos. Agora eu fui chamado pelo diretória de Criciúma e por mais alguns diretórios da região para trabalhar essa candidatura, fortalecendo o diálogo com os municípios da Amrec e da Amesc”, explicou Arlindo.

O pré-candidato ainda afirmou que o rumo já está traçado.  

“Então a nossa pré-candidatura tem como primeira função fortalecer o projeto de reeleição do presidente Lula. Segundo, ter um mandato para fortalecer o partido, as políticas sociais do governo federal, ser o elo de ligação entre as instituições regionais e os governos federal e estadual, naquilo que mais interessa o projeto nacional do presidente Lula, que é colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”.

Conjuntura em nível estadual

Arlindo ainda falou sobre o cenário catarinense com a entrada, de Gelson Merísio, na disputa ao governo do Estado.

“A conjuntura estadual, posta neste momento são de 3 candidaturas no Estado: a reeleição do governador Jorginho Mello, a candidatura do prefeito de Chapecó João Rodrigues e também a candidatura do Gelson Merísio, sendo apoiada, esta última, pelos partidos de esquerda e centro. Nesta conjuntura o companheiro Décio Lima, seria candidato ao senado”.

O pré-candidato a uma cadeira na Alesc ainda fez um panorama geral de como, para ele, está o Brasil.

“A campanha será guiada totalmente defendendo a políticas do governo federal e a reeleição do presidente Lula. Nós temos muito a comemorar (com o governo Lula). A questão do PIB (Produto Interno Bruto), que é o crescimento econômico brasileiro, a inflação está controlada, a isenção o IRPF até R$ 5 mil e a redução até R$ 7,5 mil, isso para milhões e milhões de trabalhadores é um décimo quarto no Brasil. Temos a questão do emprego, que na nossa região é o pleno emprego. Em Santa Catarina o crescimento do PIB é de mais de 6%. Ou seja, todos os índices econômicos e sociais do Brasil são positivos”.

Por fim, Arlindo Rocha teceu duras críticas a herança deixada pelo Bolsonarismo.   

“Uma questão é a demonização do Supremo Tribunal Federal. Eu desafio os eleitores Bolsonaristas, todos eles, a dizer qual decisão do STF, principalmente do Ministro Alexandre de Moraes, que seja contra a lei ou contra a Constituição. Pode ser qualquer decisão. Nós temos um problema no Brasil de um candidato que perdeu as eleições e não aceitou e que transmitiu uma epidemia de ódio, raiva e desinformação, através das Fake News e que demoniza todas as nossas instituições. Não há nenhuma informação da direita que não tenha ódio, medo ou inverdade. É a mesma doutrina do nazismo. Eu discuto política com todos os partidos, tem gente boa em todos. Mas com quem vai para frente de quartéis pedir golpe militar eu não discuto. Eu não abro mão da democracia, que foi um bem que custou muito caro para o povo brasileiro e também não abro mão da soberania nacional”.  

Confira a entrevista completa: