Ataque à creche em Blumenau: “Ele será punido duramente”, afirma delegado geral sobre conclusão do inquérito
O governo de Santa Catarina realizou na tarde desta segunda-feira, 17, uma coletiva de Imprensa e divulgou o resultado da conclusão do inquérito policial sobre o ataque à creche em Blumenau, que resultou na morte de 4 crianças.
A coletiva, realizada na Academia da Polícia Civil em Florianópolis (Acadepol), foi comandada pelo Delegado Geral, Ulisses Gabriel, que deu detalhes sobre a investigação.
“Desde o dia 5 de abril, o governador tem sido um parceiro das forças de segurança. Oferecendo todo o apoio do Estado à Polícia. A partir do ocorrido, sofremos uma enxurrada de Fake News (Notícias Falsas), que estão sendo divulgadas em grupos de redes sociais causando pânico na população. Poderíamos estar investigando crimes que eventualmente poderiam acontecer e acabamos investigando fake News. Pedimos a população do Estado que não divulgue notícias falsas, isso é algo nojento que estraga todo o trabalho de investigação”, ressaltou Ulisses.
Operações
“Só a Polícia Civil desencadeou mais de 10 operações que agiu preventivamente em questões havendo ameaças contra instituições de ensino. Temos intensificado junto a outras pastas de segurança, ações que identificam qualquer ameaça e o trabalho foi demonstrado com excelência”, explicou o delegado geral.
Insanidade mental
Outra situação importante que chegou até a mesa, foi a insanidade mental do autor dos crimes. Diante disso, Ulisses relatou: “Muitas pessoas nos indagaram e até fizeram críticas a nós, que se ele estava em surto não será punido. Isso não é uma realidade, o que precisamos entender é que dentro do direito penal há formas diferenciadas de punição. Independentemente de o cidadão ter um problema psicológico e agir em razão dele, isso não enseja qualquer situação de impunidade. Pelo contrário, ele será punido e punido duramente pelos crimes que praticou. Essa situação de sanidade ou insanidade mental será discutida na parte judicial, porque neste prazo de 10 dias, que se concluí o inquerido policial com o acusado preso, é complexo nós identificarmos uma situação neste sentido”.
Produção de conhecimentos
“Estamos realizando uma produção de conhecimentos no sentido de traçar o perfil psicológico do autor do crime. Com isso, também vamos realizar uma análise do perfil social, para que possamos identificar condutas e comportamentos. Baseado nisso, para que possamos futuramente realizar ações com caráter mais preventivo, identificando suspeitos de atos como esse. Isso é um projeto que está sendo apoiado pelo governador. Além disso, vamos dar início a projetos de caráter preventivo com presença nas escolas. Nós temos 4 projetos para desencadear, que estão sendo apoiados com toda a força pelo governador”, acrescentou o delegado geral.
Projetos
“O primeiro projeto é o “Minha Voz Tem Vez”, que tem por objetivo identificar comportamentos agressivos contra crianças em diversos níveis. Também vamos desencadear um projeto que é “Proteja uma Criança”. Será através de um jogo criativo que cada vez mais vamos criar mecanismos visando que a sociedade, como um todo, possa proteger as crianças. Os outros 2 projetos serão mais intensos, dentro das escolas, que é o “Agente Civil Por Aqui”, um projeto que será intensificado pela Polícia Civil de Santa Catarina. O quarto projeto será “Papo Com a PC”, onde vamos estar discutindo situações pontuais em escolas, como bullying e cyber bulling e assim por diante. Com isso, vamos desenvolver uma cultura de respeito pelas pessoas e proteção integral das crianças, agindo de forma preventiva”, relatou Ulisses.
Anúncio do governador
“Nos próximos dias o governador vai anunciar uma importante ação de investimento tecnológico na Polícia Civil de Santa Catarina. Dada a importância desse projeto para o Estado e para o Brasil, que fará com que a Polícia Civil do Estado esteja na vanguarda do combate ao crime, equiparada a agências como o FBI (Federal Bureau of Investigation). Tenho afirmado, prefiro na condição da Polícia Civil, investir em tecnologia para proteger as nossas crianças, do que gastar R$ 10 milhões em um prédio”, finalizou o delegado geral.











