Agronegócio Brasil alcança status livre de Febre Aftosa sem vacinação: coordenador Estadual de Vigilância comenta conquista e desafios enfrentados

Brasil alcança status livre de Febre Aftosa sem vacinação: coordenador Estadual de Vigilância comenta conquista e desafios enfrentados

09/05/2024 - 08h31

No programa A Força do Campo, apresentado por Alaor Alexandre na Rádio Araranguá, o coordenador Estadual de Vigilância para Febre Aftosa e Síndromes Vesiculares do Estado, Ody Hess Gonçalves, discutiu sobre o marco histórico do Brasil ao se tornar livre de febre aftosa sem vacinação.

Gonçalves destacou o pioneirismo do país no combate à doença, iniciado em 1960, e ressaltou que desde o ano 2000 o Brasil parou de vacinar o gado contra a febre aftosa. O reconhecimento internacional foi obtido em 2007, aplicado pelo reconhecimento nacional, sendo este último o primeiro passo do processo para outros estados pleitearem a mesma condição.

“Fomos pioneiros, começamos a tratar da doença em 1960. Com isso, fomos evoluindo e no ano de 2000 paramos de vacinar. Estamos desde 2007 com o reconhecimento internacional”, destacou.

O coordenador enfatizou a importância da colaboração entre o poder público e os produtores rurais para o sucesso desse processo. “A condição de um estado livre de febre aftosa depende da harmonia entre ambos e da continuidade dos conjuntos de exercícios. Estamos sempre nos reunindo para traçar os rumos que desejamos prosseguir”, ressaltou.

Além disso, Gonçalves destacou o papel crucial da conscientização do consumidor sobre a importância da certificação oficial dos produtos de origem animal. Ele destacou os riscos associados ao consumo de produtos não certificados e enfatizou o trabalho conduzido de orientação realizado pelo Estado em parceria com os cidadãos.

 “O consumidor é constantemente motivado a entender esse processo. Existe muito risco no cidadão consumir um produto que não detêm de certificação oficial, são muitas doenças. Temos um trabalho forte em orientar o cidadão juntamente com o Estado. O produto de qualidade passa credibilidade”, enfatizou.

O coordenador também investiu no papel de destaque que Santa Catarina desempenha nos melhores mercados mundiais, como Japão e Coreia, devido à qualidade de seus produtos. Ele atribuiu esse reconhecimento ao trabalho árduo e às pesquisas realizadas por avanços.

“Santa Catarina já opera a muito tempo nos melhores mercados do mundo. Usamos como exemplow o mercado do Japão e da Coréia, que são os melhores remunerados. Esse reconhecimento é fruto de muito trabalho, pesquisas e vigilância”, acrescentou.

Na oportunidade, um fórum será realizado no próximo dia 27 de maio, onde palestras serão realizadas a produtores de todo o Estado. “Vamos realizar um fórum que será transmitido para toda Santa Catarina. Realizaremos na sede em Florianópolis, onde todos os produtores terão a oportunidade de conhecer mais sobre a Febre Aftosa. Apresentaremos a vigilância baseada em risco e a evolução do Brasil de livre de Febre Aftosa com reconhecimento nacional. Serão cerca de duas horas de duração”, concluiu.