Política Câmara de Vereadores de Araranguá votará anteprojeto para criação de Comitê Gestor de Acolhimento de Vítimas das Enchentes no RS

Câmara de Vereadores de Araranguá votará anteprojeto para criação de Comitê Gestor de Acolhimento de Vítimas das Enchentes no RS

22/05/2024 - 10h16

Nesta semana, a Câmara de Vereadores de Araranguá votará um anteprojeto de autoria da vereadora Lena Périco (MDB), que propõe a criação de um comitê gestor de acolhimento e monitoramento das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul que estão se deslocando para a cidade.

O comitê será composto por diversas entidades e órgãos públicos, incluindo as secretarias de Assistência Social, Saúde, Segurança, Defesa Civil, Conselho Tutelar, Polícias Militar e Civil, e o Ministério Público. A iniciativa visa coordenar os esforços de apoio às famílias deslocadas, garantindo acesso a serviços essenciais e suporte necessário para a reestruturação de suas vidas.

Em entrevista ao programa Dia a Dia da Rádio Araranguá, apresentado por Saulo Machado, a vereadora Lena Périco detalhou a proposta. “Precisamos desse comitê gestor. Com essa comissão, a pessoa vai até o Centro Multiuso, poderá fazer um Boletim de Ocorrência, obter o cartão SUS e, com sua receita médica, conseguir adquirir remédios. Caso precise de outra receita, deverá transferir o cartão SUS para Araranguá. Essas pessoas estão sendo encaminhadas para o CREAS e assistidas”, explicou a vereadora.

Lena Périco destacou a importância da gestão eficiente dos recursos destinados aos medicamentos. “Todo esse processo determina, através do sistema, a quantidade de remédios que vem para Araranguá. Não temos a quantidade que essas pessoas precisam, por isso, a necessidade de transferir o cartão SUS para Araranguá. Com isso, conseguimos requerer mais medicamentos conforme o número de pessoas atendidas”.

A vereadora ressaltou que este é apenas o início de um longo processo de recuperação para as famílias afetadas. “Sabemos que isso é só o começo. As pessoas estão perdendo tudo. Nas primeiras semanas, já havia dez famílias na cidade. A assistência pública não é paternalismo, ela orienta e acolhe, mas depois, as pessoas vão andar com suas próprias pernas. Todos os poderes públicos precisam se unir para tratar dessa situação”.

A votação do anteprojeto está prevista para ocorrer nos próximos dias e, se aprovado, o comitê começará a atuar imediatamente para reduzir os impactos das enchentes na vida das famílias gaúchas deslocadas para Araranguá.