Geral Carmen Zanotto: “Vamos precisar do empenho de cada município e hospital que presta serviço”

Carmen Zanotto: “Vamos precisar do empenho de cada município e hospital que presta serviço”

10/02/2023 - 02h37

Dar celeridade à tentativa do governo do Estado de acabar com a fila de espera por cirurgias eletivas em Santa Catarina. Este é o foco principal do trabalho da secretária de Saúde, Carmen Zanotto, que na tarde dessa quinta-feira, 09, concedeu entrevista ao programa O Dia em Notícia.

Falando direto da capital catarinense com os ouvintes do Sul, Zanotto ressaltou o empenho do governador Jorginho Mello no Programa Estadual de Cirurgias Eletivas, com a meta de liquidar, em até seis meses, a lista de quem aguarda por procedimentos cirúrgicos na rede pública de saúde.

“E dentro dessa meta, a nossa prioridade maior é dar um fim à espera daqueles pacientes em situação mais difícil, que são as pessoas com câncer. Quem tem câncer não pode esperar. Eu sou autora de leis de diversos projetos no Congresso que tratam desta questão.”, declarou a Secretária.

Carmen Zanotto deixou claro que a estrutura do Estado necessitará do empenho dos hospitais conveniados e, principalmente dos municípios para alcançar o objetivo planejado. “Esse nosso plano já foi apresentado aos secretários municipais de Saúde de toda Santa Catarina e também aos hospitais filantrópicos prestadores de serviços, fazendo o encaminhamento para operar já estes pacientes.”, disse.

Ela usou o exemplo do Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, onde haviam pessoas com câncer aguardando há mais de quatro meses por uma cirurgia, sendo que o limite máximo permitido em lei é de 60 dias. “Do dia 11 pra cá, depois de várias reuniões, mais de 150 pacientes já foram operados, onde a média mensal era de apenas 79 procedimentos.”, relata.

O orçamento já previsto para o Fila Zero em 2023 é de R$ 235 milhões. Estão incluídas no Programa também as pessoas que aguardam por consultas cirúrgicas, exames e diagnósticos, assegurando atendimento prioritário aos pacientes oncológicos.

Segundo afirmou na entrevista à Rádio Araranguá, há cerca de 105 mil pacientes prontos para a cirurgia, classificados por região e por tipo de cirurgia. E outros 117 mil pacientes aguardando consulta especializada ou cirúrgica, que já foram avaliados por médicos. Além desses, há mais cerca de 5 mil aguardando cirurgias de cataratas ou ambulatorial.