Caso delegado Vargas: investigação concluída e 100% dos investigados presos
Após a prisão do último suspeito de participação no latrocínio, que levou a óbito o delegado José Tadeu Vargas dos Santos, ocorrido no dia 6 de janeiro, a Polícia Civil de Criciúma realizou uma entrevista coletiva para apresentar os resultados do trabalho. Com a presença do delegado regional de Criciúma, Vítor Bianco Júnior e do delegado da DIC (Divisão de Investigação Criminal) e responsável pela investigação, Yuri Miquelluzi, foram repassados detalhes do trabalho de investigação, que apresentou motivação e autoria dos fatos.
De acordo com o que foi apurado, os cinco suspeitos foram até o local do crime onde estava a vítima, um bar de Criciúma, para subtrair uma caminhonete. Chegando lá avistaram o veículo de propriedade do delegado Vargas. Ao perceber a situação, o delegado aposentado entrou em confronto armado com os assaltantes e veio a óbito. Segundo o delegado Yuri Miquelluzi, a intenção do grupo era roubar a caminhonete. “A intenção era a subtração da caminhonete. Não havia, em princípio a intenção direcionada ao profissional de segurança pública. Durante o fato houve a reação do profissional já explanada, que gerou uma troca de tiros e ele acabou sendo atingido”, relatou o delegado, que confirmou que o mesmo grupo já realizou outros crimes com o mesmo objetivo: o furto de caminhonetes.
Ainda de acordo com o relato policial, quatro homens fugiram em um carro e um acabou se embrenhando no mato. Este foi localizado no dia posterior, configurando a primeira prisão de um envolvido. “Pela manhã as investigações começaram a surtir efeito e nós conseguimos identificar esse indivíduo e as equipes foram atrás e conseguimos efetuar a prisão em flagrante”, disse Miquelluzi.
Segundo o delegado Miquelluzi, foram 25 dias de investigação com a aplicação de várias técnicas e de um grande efetivo para a elucidação dos fatos, contando com apoio da DEIC, de Florianópolis. O resultado foi a condução de todos os envolvidos, entre eles um adolescente. “11 dias após o fato, após negociação com a defesa, o adolescente se apresentou a DIC, com duas armas de fogo. Uma delas, a do delegado Vargas, que foi subtraída. Uma pistola calibre 380 e a que foi utilizada no crime, uma 765 milímetros”, contou o delegado.
O delegado ainda informou que para escapar das investigações, os suspeitos fugiram para várias cidades do Estado e até mesmo para o Rio Grande do Sul. “Dois investigados passaram por várias cidades, como Lages, Torres, Cocal do Sul, ou seja, até em outro Estado”, disse.
Ao todo foram realizadas quatro prisões de investigados por participação direta, uma apreensão de um adolescente e mais cinco prisões de pessoas por favorecimento pessoal, de investigados que auxiliaram na fuga e no esconderijo dos envolvidos. Eles serão indiciados por latrocínio consumado, associação criminosa e aliciamento de menor.
Confira detalhes na entrevista coletiva:







