Segunda-feira, 23 de Julho de 2018

 

(Saulo Machado)

Saulo Machado quinta feira 24 07 2014.

24 de Julho de 2014



“Ao invés de se preocupar com o futuro procurando adivinhos, procure construir um presente sólido com boas intenções. Assim pavimentará uma bela estrada para o futuro”.

Demitida

A gerente administrativa da Secretaria Regional de Araranguá Thais Sartor foi demitida do cargo em ato da secretaria estadual de administração. A demissão da servidora foi publicada no diário oficial do estado na última sexta feira, mas somente veio á tona ontem em Araranguá. A demissão foi ocultada pelo secretário regional Heriberto Schmidt, que ontem disse não ter sido decisão sua e que marcou para a próxima terça feira uma conversa com o secretário Nelson Serpa para esclarecer os fatos.

Porque demitida?

A pergunta que ainda não foi respondida é porque ela foi demitida. Thais responde a uma sindicância instaurada na SDR para investigar a falsificação de assinatura em convênios firmados entre o governo do estado e vários municípios da AMESC. Ela já prestou seu depoimento à comissão de sindicância, cujo trabalho ainda não terminou. Assim é de estranhar que ela tenha sido demitida, antes do parecer final da sindicância, cujo trabalho fica seriamente ameaçado em sua credibilidade. Não que os servidores que integram a comissão não estejam fazendo um trabalho sério, mas o fato de a servidora ter sido demitida antes do final do trabalho, desautoriza qualquer resultado que venha a ser apresentado.

Ninguém sabe

A exemplo de outros grandes políticos, o secretário regional Heriberto Schmidt e o deputado estadual Manoel Mota afirmaram não saber de nada. A indicação para o cargo foi do deputado Manoel Mota. Ontem ele disse que vai cobrar do governo o fato de não ter sido consultado a respeito. Para o deputado foi uma interferência direta e indevida em sua região. Já Heriberto disse estar surpreso, pois estudava a possibilidade de afastar a servidora, pelo menos enquanto a sindicância apura os fatos, mas foi pego de surpresa com a demissão de cima para baixo. Mesmo assim ressalta que a comissão vai continuar o trabalho e que colocou no cargo um servidor de carreira de forma interina.

No mínimo estranho


O caso em tela, nos dá duas possibilidades a serem analisadas, mas, no mínimo, é uma situação estranha. Ou Mota e Heriberto foram mesmo pegos de surpresa, e se for assim demonstra claramente que não tem peso, respeito, voz, nem reconhecimento no governo, caso contrário teriam sido avisados, ou sabem sim e orquestraram a demissão para apontar um culpado. Sim, porque, demitir a servidora significa imputar culpa, mesmo antes do final da sindicância. Assim aponta um culpado, e não fui eu, encerra a sindicância, que possivelmente apontará na mesma direção e tudo esta resolvido. Não pode ser assim.

Mais informações

Na tarde de ontem a informação foi de que a demissão se deu devido a outros documentos que foram analisados pela secretaria estadual da administração na capital e que teriam influenciado na decisão da demissão. Na verdade, mais parece pressa em dar um desfecho para um caso grave de falsificação de assinatura em documento público, do que qualquer outra coisa. Afinal de contas, quem falsificou as assinaturas, não deve telo feito para nada ou por sua decisão, algo mais deve estar por trás. O caso deve ter repercussão nos próximos dias.

O sonho acabou

O IBAMA negou ontem em Brasília a licença ambiental para a obra de abertura e fixação da barra do Rio Araranguá. A informação foi repassada pelos técnicos do IBAMA ao prefeito Sandro Maciel na tarde de ontem. O prefeito está em Brasília, para onde viajou ainda na esperança de obter a licença ambiental para a obra. Mas ontem a resposta do coordenador geral de Transportes, Mineração e obras do IBAMA, Eugenio Pio Costa, informou a decisão de negar a licença.

Foi decisivo

O fato de a procuradora do ministério público federal de Criciúma Andréia Rigoni ter renovado a recomendação ao IBAMA em não conceder a licença foi decisivo. Vale ressaltar que este foi o ato final na procuradora, que despachou a recomendação e deixou Criciúma, uma vez que foi transferida. Outro fator decisivo foi a cunha salina e a falta de eficiência em evitar as cheias no projeto.

Precisamos aprender

Na verdade a cidade e a região perdem uma obra importante e um investimento inicial de R$ 28 milhões do governo federal. Precisamos aprender com mais esta perda. Anos atrás houve uma decisão de governo de construir uma penitenciária em Espigão da Pedra, e todos fomos contra. O resultado foi que o governo virou a frente da penitenciária para Criciúma, puxou a linha demarcatória entre os dois município, nós ficamos com o esgoto e Criciúma ficou com os empregos e os investimentos, sendo que aqui, nada mudou. Em relação a Barra, o governo anterior tinha projeto para abrir mais próximo ao Morro dos Conventos, faltando apenas a licença ambiental. Mas na audiência pública realizada aqui, houve discordância de pessoas que queriam abrir a barra mais para o lado de Ilhas. Tal atitude teria sido decisiva para que o IBAMA exigisse mais estudos. A administração anterior terminou, a atual começou, deixou de lado o projeto original e começou do zero outro projeto mais ao lado de Ilhas. Agora, nem uma coisa bem outra. Todos devemos estar satisfeitos, pois a obra agora não sai mais. Decididamente precisamos aprender com tudo isto.

Não cedeu

Informação postada ontem no Face Book pelo cidadão Alexandre Pacheco foi contestada ontem pelo secretário de obras Albino Resende e pelo engenheiro da prefeitura de Araranguá Marcio Daniel. Na postagem uma foto da obra realizada pela prefeitura no encontro das avenidas Capitão Pedro Fernandes e Coronel João Fernandes acompanhada de um texto onde afirma que a obra cedeu, que terá que ser refeita, mesmo já tendo sido inaugurada. O secretário rebate informando que a obra não foi inaugurada, que não existe nenhum problema estrutural, não cedeu e que falta apenas terminar a licitação do asfalto para terminar em definitivo a obra. O engenheiro Marcio Daniel afirma que a obra está cumprindo perfeitamente a finalidade para a qual foi construída, evitando as cheias que tanto provocaram prejuízos aos moradores daquelas imediações.

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