Com aumento de casos de dengue no Estado, região Sul redobra o combate ao mosquito
O Estado de Santa Catarina anunciou, na última semana, que entrou em situação de emergência em saúde pública, devido ao surto de casos de Dengue e de Chikungunya. Até o momento, já há registro de 1.330 casos de Dengue em Santa Catarina. Dados do Ministério da Saúde apontam um crescimento em todo o país, por isso, o alerta é geral.
O governo catarinense chegou a publicar um decreto informando que seis hospitais entre eles o Hospital Santa Teresa, Maternidade Carmela Dutra, Hospital Regional de São José, Hospital Governador Celso Ramos, Hospital Infantil Joana de Gusmão e Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina, localizados na Grande Florianópolis e geridos pela secretaria de Estado da Saúde (SES), estão com alta ocupação de leitos, em decorrência das internações por Dengue e doenças respiratórias.
Em entrevista à Rádio Araranguá, o coordenador do Programa de Combate à Dengue de Araranguá, Telvio Botelho, relatou a situação da cidade com respeito à dengue.
“O contágio está cada vez mais próximo da gente. Em Tubarão, já foram registradas pessoas com o vírus. Nossa região nunca teve contato com a dengue, algumas pessoas que já estiveram no Paraná e Mato Grosso e lá, foram contaminadas, já tem mais imunidade que a gente, que nunca teve contato”, explicou Telvio.
Ações em favor à prevenção
“Há muito tempo prestamos o serviço para combater o vírus aqui no município. Visitamos armadilhas e pontos estratégicos e além disso, intensificamos muito mais as nossas visitas a pontos como, borracharias e recicladores, que são unidades de acúmulo do vírus, para fortalecer a limpeza desses lugares. Com isso, firmamos uma ação com a Vigilância Sanitária, onde estamos saindo juntos à rua para tentar diminuir a intensidade desse vetor em nosso município e realizando algumas ações nos acumuladores da nossa região. No bairro Mato Alto foi feito uma ação que estamos finalizando, onde já saíram 25 caçambas de entulho”, ressaltou o coordenador.
Atenção
“Sempre ouvimos que nossa região era privilegiada no sentido à dengue, devido seu clima mais frio. Porém nos últimos anos, observamos que a intensidade do mosquito não vem diminuindo, mesmo com o frio. Essa situação nos preocupa, porque o mosquito tem se adaptado ao clima”, acrescentou Telvio.
Sintomas
“São inúmeros sintomas como, dor abdominal, dor nas articulações e atrás dos olhos, mas o principal é a febre alta, que não diminui. Com isso, a pessoa que está sentindo os sintomas, deve ir direto ao UPA ou ao Hospital Regional. Nesses lugares o paciente será tratado corretamente”, finalizou o coordenador.







