Geral Comitê da Bacia Hidrográfica irá estudar ações que visam diminuir o aumento de resíduos plásticos no Rio Araranguá

Comitê da Bacia Hidrográfica irá estudar ações que visam diminuir o aumento de resíduos plásticos no Rio Araranguá

01/06/2023 - 16h12

Pesquisadores do projeto Ocean Cleanup, realizaram recentemente uma pesquisa que lista os mil rios mais poluídos do mundo. De acordo com o estudo, o critério utilizado na classificação, foi a emissão de plástico.

Santa Catarina ficou na lista dos estados com maior quantidade de rios considerados mais sujos do Brasil. Com isso, o Rio Araranguá ocupa a quinta colocação, registrando a quantidade de 198 quilos de plástico emitidos anualmente.

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, o vice-presidente do comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, Juliano Mandardo, falou sobre a pesquisa.

“Recebemos essa pesquisa com uma preocupação em relação ao alerta que o estudo trouxe. Dentro dessa notificação, o comitê deve desenvolver ações na cidade, para consequentemente reduzir a quantidade de resíduos, que são expostos de forma irregular e acabam nos rios. A nossa preocupação é em como desenvolver ações para reduzir esse impacto levantado pela pesquisa. Precisamos melhorar a gestão de resíduos em nosso Estado.”, ressaltou Juliano.

O comitê

“O comitê tem um papel orientativo e pode desenvolver projetos voltados a educação ambiental, como levar a informação as comunidades. O papel de fiscalização não cabe a nós, mas sim aos órgãos ambientais competentes, mas também podemos estar fiscalizando. O comitê pode atuar diretamente junto aos poderes públicos realizando um alerta”, explicou o vice-presidente.

Prioridades

“Temos algumas prioridades, neste ano estamos lançando alguns projetos, como na restauração de área de preservação, em torno de rios, projetos de revitalização de rios, mas essa informação da pesquisa traz um alerta, o comitê também precisa prestar atenção na questão de resíduos. Sabemos que esse plástico afeta nossos rios e no Rio Araranguá, temos uma quantidade significativa. Vamos estudar essa informação para poder então, colocar ela no grau de prioridade que deve ser colocada”, finalizou Juliano.