Geral Contra o critério adotado para a escolha dos diretores, professores de Araranguá participam de manifestação na capital 

Contra o critério adotado para a escolha dos diretores, professores de Araranguá participam de manifestação na capital 

08/01/2024 - 15h11

Em dezembro de 2023 aconteceram as eleições gerais para o corpo diretivo das escolas estaduais. Um dos requisitos, era um quórum mínimo de participação, estipulado em 50% mais um para alunos, professores e pais da rede de ensino. Nas escolas que não alcançaram o quórum, o resultado deve ser por indicação do governo do Estado.

Com isso, muitos professores venceram as eleições, porém não alcançaram o quórum estabelecido. Em oposição ao resultado das eleições, alguns desses educadores se deslocarão a Florianópolis, para realizar uma manifestação nessa terça-feira, 08, às 14h, em frente à secretária de Educação.

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Juliana Oliveira, o professor Daniel Bronstrup e a professora, Karen Scherer, falaram sobre a expectativa da ida à capital catarinense. “Participamos de um processo eleitoral democrático no ano passado, onde realizamos um plano de gestão e nos dedicamos muito, para então, convencer a comunidade escolar, que aquele plano de gestão era o melhor para os alunos”, destacou Daniel.

O professor ressalta que a eleição foi conduzida de forma totalmente política. “Após o pleito, ficamos indignados com a condução da situação, porque quando nos colocamos à disposição, existia um artigo do edital que dizia precisava de 50% mais um, em cada categoria, para que a eleição fosse validada. Com isso, um dia antes da eleição, a justiça deu ganho de causa para uma ação que foi feita pelo Sindicato dos Professores, em que fosse derrubado o quórum. Porém, um dia depois, foi revertida pelo governo. Todos os critérios que foram estabelecidos foram vistos antes. Mas, o único critério que vimos, foi o político. Estamos muito indignados com a situação, e não vamos parar enquanto não sair o resultado da justiça”, acrescentou Daniel.

A professora Karen explica que o objetivo da ida até à Capital, tem como objetivo fazer com que a vontade da maioria seja realizada. “Estou a mais de 20 anos dentro de uma escola. Na escola todos aprendem, por isso a necessidade de ter feito um processo didático. Não estamos com raiva, queremos é lutar para que a vontade da maioria seja feita”.