Daniel Rocha: especialização, experiência e sensibilidade como marcas de uma advocacia consolidada
O programa 95.5 Entrevista, da Rádio Araranguá, recebeu nesta quarta-feira, dia 11, o advogado Daniel Rocha, natural de Araranguá, que compartilhou sua trajetória profissional, os desafios da advocacia moderna e a importância da especialização e do atendimento humanizado.
Inscrito na OAB desde abril de 2012, Daniel é graduado em Direito pela UNESC e pós-graduado em Direito Previdenciário pela Faculdade Damásio e atua na área desde 2004. Antes de ingressar na esfera jurídica, iniciou sua experiência no mercado de trabalho como estagiário no INSS, período que, segundo ele, foi decisivo para definir os rumos da carreira.
Filho do saudoso taxista Gino Rocha, figura conhecida na praça central de Araranguá por mais de cinco décadas, e de dona Dilce Rosa, Daniel relembrou com carinho as origens no município e a influência da família em sua formação pessoal e profissional.
“Eu comecei cedo a trabalhar e foi no estágio do INSS que realmente me identifiquei com o Direito. Ali eu vi a prática, o atendimento às pessoas, e isso mudou totalmente minha visão”, destacou.
Da prática ao amadurecimento profissional
Durante a entrevista ao jornalista Gregório Silveira, Daniel ressaltou a importância da vivência prática ainda durante a graduação. “Após o período no INSS, atuei por oito anos em escritório especializado na área previdenciária, experiência que consolidou minha atuação no segmento”.
Ele também destacou sua passagem pelo setor público. “Fui Procurador Jurídico do Município de Araranguá (2013–2016), assessor jurídico da Secretaria de Saúde e Procurador Jurídico da FAMA. Sem dúvidas, esse período foi fundamental para o amadurecimento profissional. Pegamos uma grande demanda de ações trabalhistas na época. Foi um período intenso, que nos deu bagagem e experiência. Cada área trouxe um aprendizado diferente”, afirmou.
Além disso, Daniel atuou como Conselheiro da OAB Subseção de Araranguá e presidiu a Comissão de Direito Previdenciário entre 2019 e 2021.
Especialização como diferencial
Atualmente proprietário do escritório Daniel Rocha Advogados, com sede em Criciúma, e sócio do Bacha e Rocha Advogados, em Araranguá, ele enfatizou que a especialização é indispensável para se destacar na profissão. “A advocacia não é para amadores. O advogado é um eterno estudante. O Direito está em constante mudança e quem não se atualiza acaba ficando para trás”, pontuou.
Para ele, o atendimento é o que atrai o cliente, mas o conhecimento técnico é o que mantém a credibilidade. “Quem faz a nossa propaganda é o próprio cliente. Se ele for bem atendido e tiver um trabalho de qualidade, ele indica”.
Advocacia raiz e atendimento humanizado
Mesmo diante da digitalização dos processos e do avanço tecnológico, Daniel afirma manter uma “advocacia orgânica”, baseada no contato direto e no atendimento próximo ao cliente.
“Hoje é tudo muito digital, mas a gente faz questão do olho no olho. Muitas vezes é o processo da vida daquela pessoa, principalmente quando falamos em aposentadoria. É preciso sensibilidade”.
Ele destacou que a digitalização trouxe ganhos importantes, como a possibilidade de atender clientes em diversos estados e realizar audiências virtuais, algo intensificado após a pandemia. “No entanto, acredito que a tecnologia deve ser ferramenta de apoio, não substituição do profissional”.
Inteligência artificial: aliada, não substituta
Outro tema abordado foi a inteligência artificial na advocacia. Daniel vê a ferramenta como uma aliada na organização e estruturação de peças processuais, mas alerta para o uso responsável.
“A IA facilita muito, economiza tempo, mas cabe ao advogado conferir, analisar e dar vida à peça. Ela é um suporte, não substitui o conhecimento técnico e a responsabilidade profissional”.
O papel essencial do advogado
Durante a conversa, Daniel também reforçou a importância da profissão na garantia dos direitos do cidadão. “O advogado é a voz do cidadão diante do Estado. Mesmo quando o cliente não tem razão integral, nosso papel é assegurar que a lei seja aplicada corretamente, sem excessos”.
Ao final da entrevista, o advogado destacou que, além de clientes, constrói amizades ao longo da trajetória, especialmente na atuação previdenciária, onde acompanha histórias de vida inteiras. “Não tem preço quando alguém volta e diz que foi bem atendido e ainda indica outra pessoa. Isso mostra que estamos no caminho certo”, concluiu.







