Entenda o motivo da suspensão temporária do edital para a escolha da nova OS do HRA
Diretor Kristian Souza explica que processos administrativos do IMAS e do IDEAS estão sendo analisados
Em entrevista à Rádio Araranguá, o diretor do Hospital Regional de Araranguá, Kristian Souza, esclareceu os motivos da suspensão temporária do edital para a escolha da nova Organização Social que vai administrar a unidade. Segundo ele, processos administrativos envolvendo o Instituto Maria Schmitt (IMAS) e o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS), estão em análise pelo Governo do Estado.
“O edital está suspenso porque tem processos administrativos tanto do Instituto Maria Schmitt quanto do IDEAS sendo analisados. Depois de resolvidos, o edital será reaberto. Existem processos administrativos antigos, por exemplo, do IMAS é de 2021, do IDEAS não sei. Mas, o Estado vai primeiro resolver esses processos administrativos das duas empresas para depois reabrir o edital. Porque, caso nesses processos ambos sejam desqualificados como Organização Social, então os dois não poderiam estar participando do pleito, desse concurso de projetos”, explicou Kristian.
O diretor reforçou que, na sua visão, muitas das informações levantadas nesses processos são infundadas e destacou a necessidade de critérios imparciais. “Tem que se dar direito a defesa e que os critérios de julgamento sejam imparciais. Se isso acontecer, não tenho dúvidas de que o governo do Estado vai voltar atrás com relação à desqualificação do IMAS”, afirmou.
Kristian também destacou o trabalho desenvolvido pelo IMAS à frente do hospital e o reconhecimento obtido por meio de estudos comparativos. “Existe uma aprovação por parte das pessoas sobre o trabalho que o IMAS realiza à frente da unidade hoje. Os números mostram o trabalho que está sendo realizado. Inclusive, a secretaria de Estado da Saúde fez um estudo com 21 hospitais com o mesmo perfil no Brasil, sendo 10 em Santa Catarina, e nossa unidade ficou em primeiro lugar no Estado, com 109% de eficiência, e em segundo lugar no Brasil. Ou seja, a própria Pasta entende nosso trabalho”, ressaltou.
Entre os avanços na gestão, ele citou a implantação de um centro de custos que detalha os valores por minuto cirúrgico em todos os setores, reconhecido como referência pela secretaria de Saúde.
Apesar da instabilidade causada pelo processo, o diretor afirmou que não há qualquer notificação oficial sobre uma possível saída do IMAS. “Essas coisas trazem um pouco de instabilidade. Muitos profissionais vieram perguntar para mim se o IMAS iria sair semana que vem e eu não tenho essa informação. Acredito que não, porque teríamos que ser notificados, e isso não aconteceu. Enquanto estivermos à frente da unidade, nosso trabalho seguirá com transparência e muito empenho”, concluiu.











