Economia Gabriel e Natália revelam os segredos do Alambique Fortunato de Maracajá, uma das melhores cachaças da região

Gabriel e Natália revelam os segredos do Alambique Fortunato de Maracajá, uma das melhores cachaças da região

04/07/2024 - 09h31

No programa 95.5 Entrevista da Rádio Araranguá, os empresários Gabriel Leandro e Natália Branco, do Alambique Fortunato de Maracajá, compartilharam suas histórias no mundo do empreendedorismo e revelaram o segredo por trás de uma das melhores cachaças da região.

A cachaça é uma bebida genuinamente brasileira, cuja primeira destilação ocorreu no território nacional entre 1516 e 1532, sendo o primeiro destilado da América Latina. No Sul do Estado, a produção de cachaça é uma importante fonte de emprego e renda.

Origem do Alambique Fortunato

A história do Alambique Fortunato começou em 1996 com Ademar Leandro e sua esposa, Maria Regina. O casal iniciou a produção artesanal com apenas uma variedade de cachaça, conquistando o público pela qualidade e pelo bom atendimento. “Meu pai viu que a terra onde morava era boa para a produção de cana. Trocaram um trator por um alambique e uma tina de carvalho, mas quando foram buscar, descobriram que eram apenas 700 ml. Minha mãe estava grávida de mim na época, então, imagino como foi difícil o início do negócio para minha família”, contou Gabriel Leandro.

Em março de 2018, Gabriel Leandro e sua esposa Natália iniciaram a sucessão familiar, expandindo a produção para mais de 20 variedades de cachaças e licores, fornecendo para toda a região Sul. “Conheci o Gabriel em 2013, e no mesmo ano me mudei para Maracajá. Depois do nosso casamento, passei a fazer parte da família e ajudá-lo diretamente”, disse Natália.

“Apesar de gostar de fazer cachaça, não gostava de ir para a roça. Mas foi na roça que me encontrei, porque empreender é fascinante”, explicou Gabriel. Natália, que veio de uma cidade grande, relatou a adaptação. “No início foi um pouco difícil para mim, mas aos poucos fomos nos encontrando e gostando da cidade”.

Uma inovação importante foi a introdução de licores. “Tínhamos uma variedade de produtos, mas percebia que as esposas ficavam no carro enquanto os maridos compravam. Resolvi testar a venda de licor, e a mulherada começou a entrar na loja”, afirmou Gabriel.

Desafios da formalização

O processo de formalização do alambique foi difícil devido ao alto investimento necessário. “No Estado, existe mais de 2 mil alambiques, sendo 50 formalizados. Receber o registro é muito difícil e caro. Chegamos a fechar nosso alambique por nove meses devido à falta de registro, mas conseguimos dar a volta por cima”, explicou Gabriel.

Natália destacou a importância das redes sociais e do marketing. “Realizamos um marketing forte, sempre divulgando nosso produto e prezando pela qualidade. Além da venda, abrimos nossa produção ao público aos sábados à tarde, mostrando o cultivo e a produção”.

Paixão pelo empreendedorismo

“Quando larguei meu emprego de carteira assinada, foi um baque, mas depois que entrei no mundo empresarial, nunca mais quis sair. Passamos por muitas dificuldades, não é fácil empreender no Brasil. Mas, o gratificante é conseguir e é o que nos move”, concluiu Gabriel.

O Alambique Fortunato de Maracajá é um exemplo de como a dedicação, inovação e paixão pelo que fazem podem transformar um negócio familiar em um sucesso regional.