Geral Gerente Regional de Educação justifica falta de energia em escolas de Araranguá

Gerente Regional de Educação justifica falta de energia em escolas de Araranguá

15/03/2024 - 09h27

Recentemente, duas escolas na região de Araranguá foram impactadas por problemas no fornecimento de energia elétrica, resultando na interrupção das aulas e preocupações para pais, alunos e educadores. Uma das escolas afetadas, localizada na comunidade de Sanga da Areia, precisou dispensar os alunos devido à falta de energia.

Em entrevista concedida à Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, o gerente Regional de Educação, Luiz Carlos Pessi, abordou os desafios enfrentados pelas escolas devido às recentes quedas de energia.

O gerente regional explica que os problemas se deram por conta da rede elétrica que já se encontrava ultrapassada. Além disso, com os novos equipamentos que exigem mais carga, o padrão antigo não suportou a energia. “Muitas escolas tem uma rede elétrica. Com isso, os equipamentos que são instalados, como o ar condicionados, acaba sobrecarregando a instalação antiga dessas escolas. Quando o fio começa aquecer, passa a perder propriedade e enfraquece, impossibilitando o fluxo de energia”.

“No caso da escola localizada na Sanga da Areia, os eletricistas foram até o local e verificaram que o problema era a rede, mas também estava chegando pouca carga de energia na escola. Expliquei para os professores e pais, que iniciaríamos a manutenção nessa semana. Entretanto, tivemos o mesmo problema e ficamos dois dias sem aula, na escola Bernardino Sena Campos, onde os eletricistas precisaram trabalhar até na quinta-feira”, destacou.

Diante dessa situação, foram propostas soluções para resolver os problemas enfrentados pelas escolas. Isso incluiu a realização de manutenção na rede elétrica, o aumento da carga elétrica em cooperação com a Celesc e a necessidade de mudanças no padrão elétrico das escolas afetadas. Além disso, Pessi mencionou a elaboração de um projeto elétrico específico para a escola da Sanga da Areia, visando implementar um sistema de energia mais robusto e capaz de suportar as demandas atuais.

“Mediante a esses casos, entramos em contato com a empresa para realizar a manutenção. Pedimos o aumento de carga para a Celesc e o pedido foi enviado para Florianópolis, que nos notificou que precisaríamos mudar o padrão elétrico da escola. Nessa terça-feira, fui até a capital catarinense conversar com a secretaria de Educação. Foi feito um projeto para ser realizado na escola da Sanga da Areia. O projeto já está com a empresa, que iniciará os trabalhos hoje à tarde, ou na segunda-feira”, explicou.

O projeto, que prevê a instalação de disjuntores específicos para cada ar-condicionado e a adoção de um novo padrão elétrico, já está em andamento. Pessi enfatizou que, embora a falta de ar-condicionado possa ser desconfortável, a solução proposta visa não apenas resolver os problemas imediatos, mas também estabelecer um sistema de energia que sirva como referência para toda a região, com planos de implementação em todas as escolas da região.

“O projeto se consiste em que todo ar condicionado terá um disjuntor especifico. Será realizado um padrão novo. Sabemos que é desconfortável ficar sem ar condicionado. Porém, vale ressaltar que devido a esse problema, nossa região terá um sistema de energia que será referência. Em breve, vamos adotar em todas as escolas”, concluiu.