Geral Lagoa do Caverá em risco de desaparecimento exige ação imediata, analisa especialista

Lagoa do Caverá em risco de desaparecimento exige ação imediata, analisa especialista

18/06/2024 - 11h16

O futuro da Lagoa do Caverá voltou a ser discutido recentemente, reacendendo preocupações sobre o assoreamento progressivo que ameaça sua existência. A lagoa, um dos maiores mananciais do Extremo Sul Catarinense, abrange os municípios de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Sombrio.

Em entrevista ao programa Dia a Dia da Rádio Araranguá, apresentado por Saulo Machado, o técnico Luiz Leme, que já realizou um estudo detalhado da lagoa, destacou a gravidade da situação.

Segundo Leme, a lagoa vem sofrendo com o assoreamento há muitos anos. Ele relembrou um estudo feito na época em que trabalhava para uma empresa de geoplantas. “Se fossemos com uma bota comum, para caminhar todo o fundo grande, no trajeto Lagoa da Serra e Lagoa do Caverá, principalmente na parte norte, porque depois do meio para lá já era mais enxuto, onde existia o Sangrador na Turfeira, ficaríamos completamente atolados. Na parte de Araranguá, o máximo que conseguiram limpar era 2 km. Inclusive uma draga precisou ser retirada desmontada porque atolava”, relatou Leme.

A lagoa desempenha um papel crucial no lençol freático da região, especialmente nos municípios de Balneário Gaivota e Arroio do Silva, que contribuem significativamente para seu abastecimento. “A lagoa está secando e sua vegetação está aumentando”, alertou Leme. Ele relembrou os tempos em que chegou a Araranguá, em 1987, quando a lagoa ainda era navegável e sem necessidade de dragagem.

Leme enfatizou a importância da vegetação do Rio Sangrador como uma espécie de comporta natural para o curso da Lagoa do Caverá. Ele sugeriu a implementação de um barramento para evitar a morte da lagoa. “A tranca da lagoa para que ela não morra precisa ser feita, um barramento. Sabemos da demora para realizar o estudo e o valor altíssimo que é, mas existe essa necessidade”, concluiu.