Segurança Maio Amarelo chega ao fim, mas a responsabilidade de todos deve seguir firme

Maio Amarelo chega ao fim, mas a responsabilidade de todos deve seguir firme

01/06/2023 - 09h44

Estamos finalizando outro Maio Amarelo. Você sabe o que significa?

O que é o “Maio Amarelo”?

É um movimento global de conscientização para redução de sinistros de trânsito.

Qual o objetivo?

O objetivo do movimento é a promoção de ações coordenadas entre o poder público e a sociedade civil, colocando em pauta o tema segurança viária. As atividades envolvem os mais diversos segmentos: órgãos governamentais, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das retóricas habituais e costumeiras, efetivamente discutir o assunto, engajando-se em atos e propagando o conhecimento.

Por que em maio?

O mês se tornou referência mundial para as ações que visam reduzir o número de vítimas no trânsito quando, em maio de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a “Década de Ação para Segurança no Trânsito”. Na ocasião, governos de todo o mundo se comprometeram a adotar medidas para prevenir os acidentes no trânsito.

Por que a cor amarela?

A escolha pela cor amarela deve-se ao fato de fazer remessa à atenção e aos alertas no trânsito. Basta lembrar as placas amarelas de advertência, que indicam aos motoristas problemas ou pontos de maior cautela no caminho. Nos semáforos o amarelo significa que é preciso estar atento e a velocidade deve ser reduzida. Ainda, é possível observar que as viaturas policiais de fiscalização rodoviária apresentam detalhes em amarelo para marcar tal situação.

Considerações finais:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou levantamento, em 2009, que contabilizou cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas. Os dados referenciados importam em três mil vidas perdidas por dia nas estradas, sendo a nona maior causa de mortes no mundo; consistindo nos primeiros responsáveis por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa etária dos 5 aos 14; e o terceiro, entre pessoas de 30 a 44 anos. Atualmente, os sinistros já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

Diante dessa cifra espantosa o movimento nasceu com a proposta de atrair a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.

No Brasil o Maio Amarelo foi criado, em 2014, pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, que é reconhecido pelo Ministério da Justiça como uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), e neste ano desenvolve sua 10ª edição com apoio do Ministérios dos Transportes e das Cidades. O tema de 2023 foi definido através da Resolução do CONTRAN nº980/2022, como: “No trânsito, escolha a vida”.

Fica aqui nossa manifestação, no sentido de considerar extremamente relevante as ações propagadas anualmente nos meses de maio, que somadas àquelas promovidas na semana nacional do trânsito, em setembro, representam forte ferramenta para minimizar os impactos da violência nas estradas. Contudo, isoladamente não são capazes de conduzir a uma eficaz mudança no cenário caótico vivenciado.

Assim, imperioso se faz que tais ações sejam a mola propulsora para que se pense, estude e pratique atos efetivos em busca da segurança viária de maneira perene (todos os dias). A questão necessita ser abordada de forma séria, continua e transparente nos três principais eixos que balizam o trânsito: Educação, Engenharia e Esforço Legal (Normas adequadas, rígidas e aplicáveis, atreladas a uma fiscalização constante e eficiente).

Isto posto, a vida segue na esperança de que possamos alcançar uma sociedade mais fraterna, segura, sadia e feliz.

*O artigo é opinião pessoal do autor e reflete seus estudos e percepções, aceitando discordâncias, sugestões e interações através do endereço eletrônico: maikevalgas@gmail.com