Geral “Não imaginávamos que a cheia fosse rápida”, diz vítima da enchente em Araranguá, que se encontra em abrigo improvisado pela Prefeitura

“Não imaginávamos que a cheia fosse rápida”, diz vítima da enchente em Araranguá, que se encontra em abrigo improvisado pela Prefeitura

13/05/2024 - 13h24

Em Araranguá, as fortes chuvas que assolaram a região nesse fim de semana causaram inúmeros estragos. Dentre eles, cerca de 21 famílias precisaram ser retiradas de suas residências e encaminhadas a um abrigo improvisado pela prefeitura, no Ginásio de Esportes Padre Ézio Julli, para se protegerem da água.
Com isso, a prefeitura vem disponibilizando de todo o suporte necessário, desde a alimentação até a assistência de primeiros socorros às vítimas. No local, a maior parte da população é proveniente do bairro Barranca, área ribeirinha do Rio Araranguá, que foi a mais atingida. No ginásio, já foram contabilizadas aproximadamente 67 pessoas.
Em entrevista ao Portal da Rádio Araranguá, a assistente social Taís Coelho, falou sobre o recebimento das pessoas atingidas pelas fortes chuvas. “Estamos com famílias abrigadas no ginásio. Junto a secretaria de Assistência Social, está as secretarias de Educação e Saúde, oferecendo todo o suporte com seus atendimentos e atualizado cadastros. Estamos oferecendo todas as refeições”, destacou a assistente social.
“Sabemos do momento que estamos passando. Se trata de uma fase delicada. A princípio nossas profissionais da área da saúde estão prestando um primeiro atendimento na área. As vezes as pessoas chegam com algum ferimento, decorrente da saída de sua casa”, ressaltou Taís.
Na oportunidade, uma das famílias vítimas da enchente, prestou seu depoimento ao jornalismo da Rádio Araranguá. “Foi uma situação inesperada. Não imaginávamos que a cheia fosse rápida como foi. Graças à Deus, conseguimos retirar todos os nossos pertences com a ajuda da Defesa Civil. Chegamos 3h da madrugada de hoje e estamos até o momento no abrigo”, salientou Natália Barbosa, vítima da enchente e residente do bairro Barranca.
“Essa não é a primeira enchente. Já faz 20 anos que enfrentamos enchente em nossa localidade. Pedimos a administração municipal que faça loteamentos para as pessoas que realmente querem sair da Barranca. Moro de aluguel em uma área de risco e tenho cinco filhos, nossa situação não é muito boa. Não temos condições de nos mudarmos alugando uma casa ou comprando. Por isso, pedimos ao prefeito que faça algo”, concluiu.