Economia “Ninguém achava que conseguiríamos viver disso”, ressaltam proprietárias da Maria Cereja, uma das maiores lojas de acessórios femininos do seguimento

“Ninguém achava que conseguiríamos viver disso”, ressaltam proprietárias da Maria Cereja, uma das maiores lojas de acessórios femininos do seguimento

24/06/2024 - 08h41

No programa 95.5 Entrevista da Rádio Araranguá, as convidadas Alice de Souza Pacheco e Aline de Souza De Lucca compartilharam suas inspiradoras histórias de sucesso como empreendedoras. As irmãs, conhecidas por sua marca Maria Cereja, contaram como transformaram um sonho em uma realidade próspera.

Alice e Aline começaram cedo, ainda na adolescência, desenvolvendo diversos trabalhos manuais. Em 2007, decidiram investir em algo que realmente fazia seus olhos brilharem: acessórios. Assim nasceu a Maria Cereja, uma marca que, segundo suas criadoras, é apaixonada por moda, comportamento e pessoas.

“Havia me formado em farmácia e não estava contente com o que fazia. Calhou que em 2002, fazíamos acessórios, para complementar a renda, porém, nunca pensei que isso verdadeiramente me traria lucro. Entretanto, o desejo de voltar a trabalhar com acessórios, em 2007, trouxe uma nova oportunidade”, destacou Aline.

“Já no meu caso, estava na fase de prestar vestibular e não sabia o que fazer. Nesse período, decidimos voltar com os acessórios e apesar de ter prestado o vestibular e passado, também para farmácia, decidi esperar um ano e nesse tempo, veio o acessório”, explicou Alice. 

Durante esse período, Aline ressalta que a vontade de fazer dar certo, contou com muito esforço das irmãs, que após muitas dificuldades, alcançaram a realização. “Era uma luta, porque a gente queria muito fazer dar certo. Queríamos que eles vissem, que aquela prática realmente rendia, que poderíamos ganhar dinheiro com aquilo. Ninguém achava que conseguiríamos viver disso. Foi muito difícil, porque ninguém acreditava na gente”.

Com o negócio tomando forma, Alice viu nos estudos a oportunidade para aprimorar cada vez mais o empreendimento. “Fui prestar vestibular para design de produtos, porque tinha mais destaque para nosso empreendimento. No final do primeiro ano, alugamos nossa primeira sala. Trabalhávamos muito e o time foi crescendo, onde contratamos a primeira funcionária. Nesse período, produzíamos e tínhamos nossas revendedoras que pegavam os mostruários e saiam para vender na região. Viajávamos para São Paulo e trazíamos material para produzir aqui”.

A dedicação e a atenção aos detalhes renderam frutos, e em 2012, a Maria Cereja começou a participar dos maiores eventos de moda do segmento, como a Bijoias em São Paulo e o Minas Trend Preview em Minas Gerais.

“Era algo muito difícil ser aceita nesses eventos, porque esse mercado estava muito fomentado. Participar dessas feiras, fez com que nos profissionalizássemos muito, porque tínhamos que ter um estoque de sucesso no momento. Deixamos de ser amadoras para subir o patamar. Buscamos muito por conhecimento apesar de termo passamos por momentos muito difíceis. Fomos atrás de consultores e aprendemos a administrar nosso negócio”, explicou Aline.

Com o avanço da tecnologia e o digital surgindo, as empreendedoras viram uma grande oportunidade de crescimento nas redes sociais. “Em 2014, entramos com força nas redes sociais. Éramos tudo, desde as modelos, quanto as produtoras. A melhor maneira de vender, sempre foi as lives e redes sociais”, disse Alice.

Com a expansão da Maria Cereja, um novo sonho surgiu, o de ajudar. “Tudo que plantamos durante esse período, serviu de base para iniciarmos outro projeto durante a pandemia: ‘Manas que brilham e a Escola para Brilhar’. Na época, já estávamos bem consolidadas no mercado e recebíamos muitas empreendedoras que estava iniciando. Com isso, em 2019, começamos a compartilhar tudo que vivíamos e sabíamos. Fomos abrindo turmas e ensinando-as em como empreender. Tivemos muitos depoimentos de mulheres que vendiam muito bem e tiveram uma renda significativa para se sustentar. Atualmente, estamos abrindo a 25ª turma. São mais de 6 mil alunas, por todo o Brasil e mundo. São muitas brasileiras que compram o curso”, acrescentou Alice.

Durante esse período influenciando mulheres empreendedoras, Aline destaca a dificuldade de muitas mulheres em furar a bolha e mudar a mentalidade. “Observamos a falta de engajamento nas redes sociais e principalmente a falta de acreditar. O ambiente muda a mente. Acreditamos que as pessoas precisam sair daquele ciclo, onde medem seus preços pelas condições das pessoas a sua volta”.

Hoje, a Maria Cereja é uma marca consolidada e pode ser encontrada em todo o país nas melhores multimarcas. A trajetória das irmãs Alice e Aline é um exemplo de como a paixão e a dedicação podem levar ao sucesso no mundo dos negócios.

“Quem decide empreender, precisa acreditar muito, mesmo que os outros não acreditem. As pessoas precisam entender que não existe férias, folga, mas após as lutas, vem as vitórias e chega em um ponto, onde você escolhe o dia que trabalha. Se o empreendedor parar, ele fica para trás”, concluiu Aline.