Geral Nos 75 anos da Rádio Araranguá, colaboradores que fizeram e fazem parte da emissora, relembraram histórias marcantes

Nos 75 anos da Rádio Araranguá, colaboradores que fizeram e fazem parte da emissora, relembraram histórias marcantes

09/01/2024 - 17h23

Uma data especial é celebrada nesta terça-feira, 09, de janeiro. Neste dia, comemora-se 75 anos de uma das mais antigas rádios de Santa Catarina, a Rádio Araranguá. Durante toda sua trajetória, a emissora foi casa de inúmeros jornalistas, homens e mulheres que tiveram suas vidas impactadas de alguma forma, através do veículo de comunicação.

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Juliana Oliveira, personagens que fizeram parte da emissora, contaram histórias que marcaram suas trajetórias. Um deles, é Reinaldo Pereira, colaborador a mais de 24 anos, e hoje, à frente no programa “A Hora do Recado”.

Reinaldo conta como foi seu início no Rádio e destaca sua paixão pela aniversariante. “Minha mãe sempre muito ouvinte da Rádio, fez a gente crescer ouvindo. Com isso, por volta dos meus 18 anos de idade, meu cunhado trabalhava na emissora e ela, me falou para ir até lá, tentar um trabalho. Chegando no antigo prédio, fui entrevistado e contratado como operador. Esse dia ficou marcado para mim, dia 15 de novembro de 1999”, destaca.

Seu início foi na área da operação. Foi assim que Reinaldo ingressou na emissora. “Na época, estava começando a instalações dos computadores, mas peguei o início com cartuchos. Eram duas cartucheiras, uma para comercial e outra para colocar no ponto. Era uma loucura, a dificuldade era muito maior. Em 15 dias operando, houve um problema e tive que vir para o período da manhã, fazer o Dia a Dia com o Saulo. Uma grande responsabilidade”.

Dando continuidade em sua carreira na Rádio Araranguá, o apresentador passou inúmeras áreas até chegar ao microfone. Uma delas foi a Opec. “Após o período de operador, surgiu uma oportunidade de Opec. Para quem não sabe o que é, trata-se da função que coloca os comerciais no ar. Existe todo um cronograma com horários específicos para rodar. Essa função é o coração da rádio. Tudo que aprendi foi com a emissora. Passei por todas as áreas. Depois de um tempo, fui para o comercial”.

A famosa Velha

Uma oportunidade surgiu para Reinaldo ingressar no ar. De uma conversa com amigos, nasceu a conhecida Velha Genoveva. “Na época era a Transamérica, com isso, de uma brincadeira de amigos, surgiu a Genoveva. E não é que aquela velha deu certo. Comecei a vir em datas especiais para fazer o personagem. Quando vi, estava vindo todos os dias. O tempo foi passando e o Saulo pediu para eu apresentar um quadro que existia na Rádio, o Fuxico. Foi um verdadeiro divisor de águas na minha vida profissional”.

“Em um certo dia, veio uma menininha na Rádio e queria conhecer a Genoveva. Com isso, iniciou o programa e eu a chamei para o estúdio. Quando começou o programa e ela me viu, começou a chorar. Ela não esperar um homem fazendo uma velha. Esse episódio me marcou muito. Com o passar do tempo, minha voz foi sendo machucada com a imitação da velha, daí decidi parar. No dia primeiro de abril, pedi para o Jairo Silva matar a Genoveva no ar. Ele leu a carta de falecimento dela. Nesse dia ligou várias pessoas perguntando se eu tinha morrido. Os ouvintes queriam me bater, tive que colocar a velha no ar, do além”, acrescentou Reinaldo.

Nas mãos do empresário Evaldo Stopassoli a Rádio Araranguá teve uma grande evolução profissional. As ações implantadas por ele são lembradas até hoje, com muito carinho por todos os colaboradores. “Não tive um pai muito presente. Acredito que o seu Evaldo foi esse pai. Senti muito a perda. Ele nunca perguntava como estávamos, mas como nossa família estava. Isso era muito importante para mim”, finalizou Reinaldo.

Outro colaborador é Ivonei Pacheco

Uma vida dedicada à Rádio Araranguá. Dessa vez, quem conta a história é Ivonei Pacheco, o carismático Pachequinho, relembrou momentos marcantes de sua trajetória na emissora. “Em maio de 1979 ingressei na Rádio Araranguá, tinha 17 anos. Comecei como operador, e entendi que tudo dependia de uma boa interação entre o apresentador e o operador. Na época, era vinil, fiquei dois anos e meio e o seu Evaldo me passou para produtor de comerciais. Há 50 anos era tudo muito analógico”, destacou.

Pacheco volta ao tempo em que apresentava o Show da Noite, programa musical que embalava as noites, na Rádio Araranguá. “Em um belo dia que fui convidado para apresentar o Show da Noite, programa que apresentei durante cinco anos. Cada dia eu atendia duas cartinhas, havia um capricho muito grande, essas cartas chegavam até nós, com perfume e flores. Foi uma época que me lembro com muito carinho. Nesse tempo, as pessoas tinham que ter paixão pelo Rádio”.

Havia uma coisa que o Ivonei não gostava de fazer, o plantão esportivo. “Nunca gostei de fazer plantão esportivo. Na época era tudo por recorte de jornal. Passava muitos dias recortando os trechos para preparar as matérias. Eu e o Jairo trabalhamos desde 1979. Quando tinha oito anos de idade, eu brincava de rádio e minha mãe e pai não queriam que eu trabalhasse com isso, mas sempre foi a minha paixão”.

Ex-colaborador da Rádio Araranguá, Vilmar Silva

O ex-colaborador da Rádio Araranguá, Vilmar Silva contou momentos marcantes de sua passagem e trajetória pela emissora. “Comecei com 14 anos de idade. Na época era operador de som. Depois de um ano, já era locutor. Tenho 50 anos sempre trabalhando em Rádio. Foi uma vida”, destacou.

Vilmar ressalta que existia uma magia no Rádio. Algo que fazia tudo fluir naturalmente. “Tudo era muito diferente. Precisávamos cuidar muito do som. Havia uma magia no Rádio, era tudo ao vivo. Que época boa, tínhamos que apresentar as músicas e até o compositor. Havia um telefone fixo, onde as pessoas ligavam pedindo música”.

Galgando degraus de uma carreira sólida no Rádio, Vilmar conta como era sua jornada na emissora. “Foi uma constante evolução, de operador fui convidado a me tornar locutor. Saíamos para as ruas várias vezes, para coletar informações, onde preparávamos as matérias. Quando comecei a Rádio era ficava em cima do Grêmio Fronteira. Depois nos mudamos, até chegar ao prédio antigo. Ajudei a limpar o terreno, onde foi construído o prédio da Rádio. O Rádio é minha vida”, finalizou.