Geral Novo Presidente da Ocesc, Vanir Zanatta: conheça a história de um dos maiores líderes cooperativistas de Santa Catarina

Novo Presidente da Ocesc, Vanir Zanatta: conheça a história de um dos maiores líderes cooperativistas de Santa Catarina

10/05/2024 - 08h42

Em uma entrevista exclusiva concedida à Rádio Araranguá, no programa 95.5 Entrevista, o líder cooperativista Vanir Zanatta compartilhou detalhes de sua jornada no mundo dos negócios e projetou suas visões para o futuro do cooperativismo em Santa Catarina.

Natural de Jacinto Machado e com 60 anos de idade, Zanatta é graduado em Ciências Contábeis pela Univille e também possui especializações em Gestão de Cooperativas pela Unisul e em Administração pela Unesc.

“Somos em nove irmãos, de uma família de italianos, sendo minha mãe do Turvo e meu par de Urussanga. Vivemos uma infância muito boa, sempre brincávamos e estudávamos muito. Quando decidi fazer o vestibular, passei em Joinville, onde trabalhava durante o dia e estudava a noite. Em 1987, quando voltamos a Jacinto Machado, éramos um dos poucos que tinha estudado. Chegamos e entramos de sócio na Cooperja, com 25 anos de idade estava como presidente da cooperativa. A partir daí, começou nossa trajetória à frente do cooperativismo”, destacou.

Com uma carreira de mais de três décadas à frente da Cooperativa Agroindustrial Cooperja, Zanatta demonstrou sua habilidade de liderança e sua dedicação ao cooperativismo. Além disso, ele é reconhecido como sócio-fundador da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Litorânea (Credija), onde atuou como presidente por 14 anos.

“Quando chegamos a cooperativa, era tudo muito simples, onde ajudávamos desde carregando o caminhão, até realizando as entregas. Todo nosso trabalho fez com que a Credija despontasse. Como queríamos trabalhar mais com o arroz, fomos para o Rio Grande do Sul. Na época, os agricultores da nossa região estavam indo para o RS para focar na produção de arroz. Com isso, fomos até o Estado gaúcho e iniciamos nosso trabalho lá. Nossos trabalhos foram sendo ampliados, logo incluímos o maracujá e a pitaya em nosso ramo. Práticas que até hoje movimentam muito a economia da região. Sempre queríamos que o agricultor encontrasse tudo que precisava na cooperativa”, ressaltou.

A influência de Zanatta se estende além das fronteiras de sua cidade natal, com contribuições significativas em diversas instituições cooperativistas. Ele é presidente da Cooperativa Central Brasileira de Arroz (Brazilrice), ocupando também a vice-presidência da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro). Além disso, representa o ramo agropecuário das cooperativas catarinenses junto à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e é membro ativo na Câmara Setorial do Arroz Nacional pela Brazilrice.

O vasto currículo de Zanatta também o destaca como o futuro presidente do conselho de administração do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (Sescoop/SC). No entanto, sua mais recente nomeação como presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) é um marco significativo em sua carreira e uma oportunidade de impactar positivamente o futuro do cooperativismo no estado.

“Não tinha nenhuma intenção de ser o presidente da Ocesc nesse ano. Nunca sabemos quando as oportunidades vão surgir, por isso, precisamos estar sempre preparados. Nossa ideia a principio será conhecer e implementar nossa gestão. Tivemos uma gestão passada muito boa e a nossa missão será continuar com uma excelente administração. São 249 cooperativas e líderes que vamos trabalhar juntos. É uma nova experiência e nos vemos preparados para tal função. Vamos estar sempre ouvindo a todos e buscando o melhor para o todo”, enfatizou.

Durante a entrevista, Zanatta compartilhou uma mensagem importante que foi destinada a quem deseja ingressar no mundo dos negócios. “Nada vem de graça. Em tudo na vida, precisamos correr atrás. O mundo se faz fora de casa, não apenas dentro. Precisamos buscar nossos objetivos. Todos os nossos voluntariados ao longo da vida, nos ensinaram a ter contato com as pessoas e isso agregou muito. É necessário trabalhar e estudar, para que quando a oportunidade surgir, estarmos prontos”, concluiu.