“O que me parece e que eles vivem aquela história: Dormindo com o Inimigo”, afirma João Rodrigues sobre clima no PL
Nesta sexta-feira, (27), o apresentador Saulo Machado do programa Dia a Dia da Rádio Araranguá, entrevistou João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó e pré-candidato o governo Santa Catarina.
Rodrigues criticou a postura do PL, do governador Jorginho Mello, na sua composição, ao descartar partidos como o MDB e o PP, na disputa para o governo do Estado.
“O MDB é um grande partido e tem uma história em Santa Catarina, com grandes líderes, a começar pelo prefeito de Araranguá Cesar Cesa. Também outros grandes nomes como Eduardo Pinho Moreira e Luiz Henrique da Silveira. Seria um desrespeito dizer que o MDB não cabe em uma chapa majoritária. Na nossa coligação o MDB cabe e é muito bem-vindo”.
Projeto de Estado
“Nós estamos construindo um projeto de Estado, não um projeto partidário. Pela experiência que temos, desprezar a história de Esperidião Amin seria injusto. Desprezar um partido do tamanho do MDB não é correto. Do que depender de mim, nós vamos conseguir pela primeira vez na história, compor uma aliança política baseada em projetos e não entorno de partido”.
Postura de governo
“Quando você governa tem que conversar com seus aliados que não caberão todos, mas cada um tem que ter seu espaço para construir sua própria história. O governador, ao seu modo, ele descartou. Ele não conversou com o MDB e ele não conversou com o Esperidião Amin (PP). A Carol (de Toni), por exemplo é candidata ao senado com ele (Jorginho) sob ameaça. Ela quase saiu do partido (PL) e só aceitou ficar se tivesse um vídeo gravado pelo Flávio (Bolsonaro) e pelo Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PL), e pela dona Michele (Bolsonaro), porque se fosse pelo governador, ela não ficava, ela disse que não confia no Jorginho. O Carlos Bolsonaro, que escolheu ser candidato ao senado por Santa Catarina, me ligou e pediu se eu aceitaria ele. Pediu permissão para usar o meu nome, porque se o Jorginho continuasse atrapalhando-o, ele procuraria outro espaço. O que me parece e que eles vivem aquela história: Dormindo com o Inimigo. São inimigos entre eles. Já nós não. Estamos construindo uma aliança ao natural, sem forçar barra e sem discriminar ninguém. É um alinhamento ideológico e respeitando os partidos”.
Rodrigues ainda pontuou o que ele acredita que tenha que ser mudado na gestão do Estado.
“O que eu vou pontuar são os erros do governador que eu acho que são erros graves. São erros que o eleitor não sabe ainda, porque todo mundo quis ajudar o governador, a Assembleia toda (Alesc), todos nós queríamos ajudar Santa Catarina. Mas, lamentavelmente chegamos em uma fase que o governo termina e o anúncio de bilhões não chegou. Chega parte e outra parte está sendo anunciada para o futuro. Coisas importantes para o Estado deixaram de ser feitas e ainda vamos discutir a capacidade de gestão. Porém, se eles quiserem discutir posicionamento ideológico, aí para mim é muito tranquilo. Mas, eu quero comparar a gestão de Chapecó com a gestão do governo do Estado, o tratamento para com as pessoas, a execução de obras, enfim, eu vou comparar. Quanto de obra o governador fez em Santa Catarina por projetos contratados por ele e quando eu fiz em Chapecó. Eu fiz muito mais do que ele, em Chapecó. Nós vamos comparar tudo isso e vai ser um bom debate que teremos pela frente”.
Rodrigues, ainda seguiu questionando os números apresentados pelo governo do Estado.
“O governador não chega a ser claro nos números. Ele tem um contrato que ele assinou na semana passada de R$ 1,5 bilhão em propaganda para os próximos dez anos. Aí, evidentemente, que você anda pela rodovia federal para chegar em Araranguá, por exemplo, e vai ver no mínimo dez outdoors falando de ‘Estrada Boa’, em uma rodovia federal, quando deveria colocar (outdoor) em uma rodovia estadual. Mas o que me refiro é o projeto que ele (govenador) contratou. Ele contratou, ele licitou e executou a obra, isso que me refiro, e não (projeto) da gestão passada. Ele não pode somar obras do govenador Moises, que está tocando. Eu quero ver as iniciativas dele (Jorginho). Aí meu amigo, os números são pequenininhos. Ele está fazendo uma somatória do governo Moises”.
Por fim, João Rodrigues falou de projetos de Chapecó que podem ser implantados no Estado, e criticou o formato do programa Universidade Gratuita, mas disse que vai manter, porém de outra forma.
“Eu começaria pela educação. A educação pública de Chapecó hoje é modelo. Veio até o Ministério da Educação ver o sistema adotado. A minha rede pública municipal é toda tecnológica. Alunos com seis anos de idade não têm mais caderno na escola. É computador em todas as salas de aula. É isso que eu quero fazer no Estado de Santa Catarina. Eu faço aqui em Chapecó o maior projeto do Brasil de acolhimento para dependentes químicos e moradores em situação de rua. Aqui todos os dias eu estou retirando (das ruas) e levando para capacitação e treinamento. Então, isso é diário. E vamos implantar no Estado. Aqui nós temos o primeiro autódromo internacional, projeto contratado por mim e estamos executando a obra de R$ 80 milhões, R$ 60 milhões da prefeitura e R$ 20 milhões do governo do Estado. Aqui temos a Arena Condá, que é da prefeitura; obra que eu fiz e a Chapecoense está na Séria A do Brasileiro. Temos também, aqui, uma arena multiuso, obra que eu estou fazendo, de R$ 60 milhões. Aqui nós temos uma rede pública de saúde extremamente moderna em execução. Então o que eu quero levar para o Estado de Santa Catarina da gestão de Chapecó? Velocidade, coerência, rapidez, decência e respeito para com o erário. O governador faz uma publicidade milionária da Universidade Gratuita. Vamos lá: 70% do dinheiro do Universidade Gratuita é gasto com curso de medicina e o público sabe que o filho do pobre não faz vestibular para medicina, porque ele não tem tempo, ele está trabalhando; ele precisa viver. Então o que eu quero fazer? Transformar a ensino médio todo de Santa Catarina em ensino técnico, associado ao segundo grau. O (programa) Universidade Gratuita eu vou manter, mas de que maneira? Não é dinheiro para dar para a faculdade pagar conta, mas sim, no CPF do aluno e para o pobre. O rico que pague, mas o pobre tem que ter o subsídio e o governador fez um programa que beneficia mais da metade de pessoas que têm poder aquisitivo. Essas correções que eu quero fazer no governo do Estado”.
Acompanhe a entrevista completa:







