Polícia Civil conclui inquérito de detento morto no Presídio Regional de Araranguá: Vítima foi atacada 160 vezes com golpes de estilete
A Polícia Civil concluiu o inquérito policial que apurou a morte do detento Ramon de Oliveira Machado de 31 anos, que ocorreu dentro do Presídio Regional de Araranguá, no dia 20 de fevereiro deste ano. A investigação que durou cerca de 18 dias, apontou que a vítima foi atacada 160 vezes com golpes de estilete feito com vergalhões.
A motivação do crime teria sido uma discussão entre o presidiário e outros três presos em um dos alojamentos daquela instituição penal. Três detentos foram os autores do assassinato, conforme adiantou o delegado Jorge Ghiraldo, responsável pela investigação.
De acordo com a mesma autoridade policial, a vítima estava jogando baralho quando um dos suspeitos teria atacado o detento com golpes que atingiram o olho e a nuca. A vítima tentou se refugiar em uma cama, entretanto, dois detentos o imobilizaram e desferiram mais golpes.
A crueldade foi tamanha que um dos criminosos amarrou um lençol no pescoço da vítima, que foi arrastada para os fundos do alojamento, onde o corpo foi lavado com água sanitária. O objetivo do trio era apagar as digitais do crime. Em seguida o corpo foi removido até a porta do alojamento e os policiais penais foram acionados. Ainda conforme o delegado Ghiraldo, somente um dos detentos confessou o homicídio.
O delegado Jorge Ghiraldo, que presidiu o inquérito policial indiciou os três investigados por homicídio doloso duplamente qualificado por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima. O trio também vai responder por fraude processual.





