Geral Praia Grande conquista habilitação e terá escola para pilotos e instrutores de balão  

Praia Grande conquista habilitação e terá escola para pilotos e instrutores de balão  

12/01/2026 - 15h08

Praia Grande, conhecida como a Capadócia Brasileira, devido aos voos de balão, volta a ser referência no setor. A cidade do Extremo Sul Catarinense passar a ter a primeira escola de balonismo do Estado, que vai habilitar pilotos e examinadores.

A empresária responsável por essa façanha é Silvia Boni que comemorou a conquista e explicou como vai funcionar o processo e a aprovação dos alunos, durante entrevista a Juliana Oliveira, no programa Estúdio 95 desta segunda-feira, 12.

“A escola de balonismo sempre foi um sonho. Conseguir formar pilotos de balão aqui na região. Para isso, anteriormente, o profissional interessado tinha que ir para São Paulo, não conseguia fazer todas as aulas de uma vez só, pois dependia de questões climáticas, e isso se tornava muito caro.  Há dois anos nós estamos com esse processo para termos a nossa escola de pilotos aqui em Santa Catarina. Faz 60 dias, mais ou menos, que o nosso certificado de escola para pilotos e instrutores saiu. O interessado vai fazer o exame médico, que é realizado em um laboratório lá em Porto Alegre. Esse é um exame bem rigoroso e é o mesmo aplicado a pilotos de avião e helicóptero. Depois disso, o candidato passa por uma prova que é feita na Fundação Getúlio Vargas, que é da banca da Anac e contém 100 questões. Ele tem que passar, pois esse é o funil para poder ingressar na nossa escola. Após essa etapa, passa a iniciar as aulas aqui conosco. Têm algumas horas com aulas teóricas, bem como as horas práticas feitas com o instrutor. O aluno estando apto, vai fazer a prova com o nosso examinador. Mas, já adianto que é um processo bem rigoroso”.

Profissionalização do setor

Em junho deste ano um grave acidente, em Praia Grande, chocou o país e o mundo, vindo a causar oito mortes e deixando 13 pessoas feridas. O caso ainda está sendo investigado e deixou, além de muita tristeza, um forte impacto na economia local e, ao mesmo tempo, exigiu profissionalização do setor.

“Na verdade, depois do acidente, nos primeiros 30 dias, tivemos uma baixa de 100% nos voos, ou seja, não voamos. Aos poucos o movimento foi voltando, mas, mesmo assim, de forma fraca. Mesmo porque as imagens foram muito fortes e o acidente grave. Agora temos normas da Anac e isso, desde primeiro de dezembro. Temos 24 meses para voarmos com os balões que temos, desde que passássemos por uma vistoria de um fabricante e um engenheiro. Foi uma avaliação completa (cesto, cilindro, maçarico, mangueira….) e após isso foi emitido um laudo atestando que a aeronave está apta. Com esse laudo, a gente consegue fazer o seguro aeronáutico e voar por um ano. Sendo assim, daqui 12 meses é preciso fazer todo esse procedimento novamente. Esse seguro aeronáutico passou a ser uma exigência da Anac”, explicou a empresária Silvia Boni.

Processo rigoroso, mas necessário, como aponta Silvia. “Algumas empresas não conseguiram fazer ainda (a legalização), afinal, o custo é alto e ficaram vários meses sem voar.  Já outras (empresas), voltaram com menos aeronaves. Além do custo, são muitos balões no Brasil para serem vistoriados, acredito que sejam cerca de 300 balões em todo país. É um trabalho bem difícil de ser feito e com muito critério, para ter certeza que está tudo certo. A fiscalização da Anac pode vir a qualquer momento e tudo tem que estar conforme as normas determinam. Não tem noção, como de 15 dias para cá, isso melhorou para nós. Já voamos com mais de 20 balões depois disso, em um dia, cena que ficamos 6 meses sem ver. As pessoas vendo todas essas medidas estão começando a o voltar e isso é ótimo para nós”.

Confira a entrevista completa: