Nacional Presidente da Federarroz critica importação desnecessária de arroz pelo Governo Federal em entrevista à Rádio Araranguá

Presidente da Federarroz critica importação desnecessária de arroz pelo Governo Federal em entrevista à Rádio Araranguá

14/05/2024 - 07h29

Alexandre Velho destaca boa produtividade da safra no RS e tranquiliza sobre disponibilidade do produto no mercado interno

Durante uma entrevista no programa A Força do Campo da Rádio Araranguá, apresentado por Alaor Alexandre, o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, expressou sua preocupação com a decisão do Governo Federal de importar arroz, considerando-a desnecessária diante da atual situação da produção nacional.

“O Rio Grande do Sul falta colher cerca de 16% da safra de arroz. Já colhemos 84% com boa produtividade. Nesses 16%, ou seja, em torno de 150 mil hectares, temos grandes problemas, principalmente na região central do Estado”, explicou Velho. “Mesmo com uma possível queda significativa nessa área restante, asseguramos que teremos uma safra no RS em torno de 7,1 milhões a 7,2 milhões de toneladas”.

O presidente da Federarroz enfatizou que, somando a produção do restante do país, a safra brasileira deve alcançar entre 10,2 milhões e 10,3 milhões de toneladas, o que, segundo ele, torna desnecessária a importação anunciada pelo governo.

“Não teremos nem perto do número projetado de exportação neste ano. O mercado interno está melhor que o externo, e certamente cerca de 500 mil toneladas que seriam exportadas ficarão no mercado interno. Não vejo a mínima necessidade de o governo fazer o que fez”, ressaltou Velho.

Ele também abordou as preocupações com a logística de escoamento da safra e reafirmou que o mercado interno continuará abastecido com arroz de qualidade acessível à população brasileira.

“Temos bastante produto armazenado. Temos uma boa safra a ser colhida. Não existe motivo para essa corrida atrás do arroz. Não temos dúvidas de que o mercado foi afetado, mas o arroz continuará sendo acessível dentro da cesta básica da população brasileira”, concluiu Alexandre Velho.