Geral Programa “Melhor em Casa” leva atendimento domiciliar a pacientes de Araranguá

Programa “Melhor em Casa” leva atendimento domiciliar a pacientes de Araranguá

01/07/2024 - 11h30

Em entrevista ao programa Estúdio 95, da Rádio Araranguá, apresentado por Lucas Casagrande, as profissionais de Saúde, Karoline de Bem e Dianelys Diaz, discutiram o programa “Melhor em Casa”, que atualmente atende cerca de 50 pessoas em suas residências. Este programa federal, implementado pelo Ministério da Saúde em Araranguá desde 2012, oferece cuidados domiciliares a pacientes que não podem frequentar unidades de saúde por diversos motivos.

Karoline explicou que o programa é voltado para a atenção domiciliar de pacientes acamados ou com dificuldades de locomoção, como idosos ou pessoas em pós-operatório. “Nossa atenção é classificada em três modalidades. A modalidade um: inclui pacientes que podem ser atendidos na unidade básica de saúde, mas precisam de acompanhamento em casa. Já as modalidades dois e três abrangem pacientes que necessitam de acompanhamento semanal em casa e de uma equipe multiprofissional”, detalhou Karoline.

Dianelys Diaz ressaltou que as visitas são ajustadas conforme a necessidade de cada paciente. “Temos pacientes que visitamos diariamente, outros semanalmente e alguns a cada 15 dias. Realizamos coletas laboratoriais e procedimentos complexos, levando ao paciente o atendimento que ele teria em uma unidade hospitalar. Dependendo da situação, o SAMU é acionado e o paciente é levado ao hospital”, explicou Dianelys.

Integração com unidades de saúde e hospitais

Karoline também destacou a importância da integração com as unidades básicas de saúde e hospitais. “A porta de entrada do programa é a Unidade Básica de Saúde ou através das unidades hospitalares. Alguns hospitais já entram em contato com o programa antes da alta do paciente. Avaliamos cada caso e classificamos a categoria de atendimento necessária. Nosso objetivo é diminuir a ocupação dos leitos hospitalares, oferecendo atendimento na casa dos pacientes”, ressaltou.

O programa pode atender até 50 pacientes por equipe, conforme regulamentado pela portaria. “Esse número varia muito, temos muitos óbitos porque, às vezes, os pacientes já vêm em uma situação bastante crítica”, concluiu Karoline.