Geral Trabalhadores da Saúde na Região de Criciúma e Vale do Araranguá não avançam em negociações

Trabalhadores da Saúde na Região de Criciúma e Vale do Araranguá não avançam em negociações

02/04/2024 - 13h48

Na segunda rodada de negociações entre os trabalhadores da saúde dos hospitais e clínicas da região de Criciúma e Vale do Araranguá e o Sindicato Patronal, realizada no Hospital São José, em Criciúma, não foram registrados avanços significativos. A primeira rodada aconteceu em 12 de março, e desde então, as partes mantiveram impasses em relação às propostas apresentadas.

O Sindicato Patronal manteve sua oferta de conceder apenas o reajuste correspondente à inflação, estimado em 3,87%, nos salários. Além disso, propuseram um aumento no vale alimentação, que não ultrapassaria os R$ 10, e nenhum reajuste para os profissionais da enfermagem. Também negaram a inclusão do Piso da Enfermagem na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), uma demanda significativa para os trabalhadores.

Em entrevista ao Portal da Rádio Araranguá, o presidente do Sindisaúde Criciúma, Cleber Ricardo da Silva Cândido, compartilhou os desafios enfrentados durante as negociações. Ele destacou que há duas frentes de negociação em curso: uma com o sindicato patronal e outra com o Instituto Imas, que administra hospitais e UPAs na região.

Cândido explicou que as negociações com o sindicato patronal têm sido mais difíceis, com propostas insatisfatórias, como o pagamento da inflação apenas para uma parte da categoria e a recusa em conceder reajuste para os profissionais da enfermagem. “Essa negociação um pouco mais travada, um pouco mais difícil. Sem aceitação da proposta pelo outro lado. Uma proposta de pagar a inflação para uma parte da categoria. E para a outra parte não há proposta. Para a enfermagem, não querem dar reajuste algum. Com isso, teremos uma nova rodada de negociação na próxima quinta-feira”, ressaltou.

Por outro lado, as negociações com o Instituto Imas têm sido mais promissoras, com uma proposta de reajuste salarial de 4,5%, um pouco acima da inflação, e reconhecimento da inclusão do piso da enfermagem no acordo coletivo. “Essa negociação está um pouco mais tranquila. Ainda não chegamos aos números que queremos, mas está mais avançado, onde eles reconhecem a necessidade do reajuste pra todos. Chegaram a 4,5%, um pouco acima da inflação, tendo em vista que a inflação deu 3,80%. Também reconheceram a inclusão do piso da enfermagem no acordo coletivo, coisa que o Sindicato Patronal não quer reconhecer também”, acrescentou.

Com respeito a uma possível greve, caso a situação não ande, Cleber destacou. “Tudo vai depender da categoria aprovar ou não. Não avançando a questão patronal, a gente leva para a categoria e votamos entre paralisação ou aceitação”.

Entretanto, o processo ainda está em andamento, e será realizada uma assembleia com os trabalhadores para decidir sobre a proposta apresentada pelo Instituto Imas. As negociações continuam, com os sindicatos e os trabalhadores empenhados em garantir condições justas e adequadas de trabalho na área da saúde na região. “Quanto ao IMAS, vamos estar fazendo uma assembleia amanhã com os trabalhadores, encaminhando a proposta, onde eles vão definir se concordam ou não”, finalizou.