Segurança Último Júri Popular do ano condena réu por homicídio duplamente qualificado ocorrido em Balneário Arroio do Silva

Último Júri Popular do ano condena réu por homicídio duplamente qualificado ocorrido em Balneário Arroio do Silva

11/12/2025 - 07h30

O Fórum da Comarca de Araranguá sediou, nesta quarta-feira, dia 10, o último Júri Popular de 2025. Foi julgado João Manoel Palhano Victor, de 20 anos, morador do Balneário Arroio do Silva, acusado de homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio. Os crimes ocorreram na noite de 23 de junho deste ano e tiveram como vítimas Felipe dos Santos da Silva, 19 anos, morto com vários disparos de arma de fogo, e sua namorada, de 37, atingida na perna e sobrevivente.

Conforme a denúncia, o casal caiu em uma emboscada. Felipe teria combinado com João Manoel um encontro na Rua Farroupilha, sob o pretexto de uma negociação de drogas. Ao chegar ao local, os dois foram surpreendidos por disparos de pistola calibre 9mm efetuados por dois homens ainda não identificados, que aguardavam escondidos. Felipe morreu no local. A mulher foi socorrida e sobreviveu.

As investigações da Polícia Civil apontaram João Manoel como o responsável por atrair as vítimas até o ponto previamente combinado, o que levou à sua prisão em flagrante. O histórico do réu também chamou a atenção dos investigadores: em 2022, ele chegou a ser investigado pela morte da própria mãe, assassinada com um tiro no pescoço dentro da residência da família, também no Arroio do Silva.

No plenário, o promotor de Justiça, Dr. Gabriel Ricardo Zanon Meyer, sustentou que João Manoel teve participação direta na execução, agindo em conjunto com os demais autores. Já a defesa, conduzida pelo advogado criminalista Dr. Diego Campos Maciel, alegou que o réu estava no local apenas para buscar maconha para outra pessoa e que fugiu ao ouvir os tiros, negando envolvimento no homicídio.

Ao responder apenas às perguntas da defesa, João Manoel manteve a versão de que não participou da emboscada. Após um dia inteiro de julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu, que recebeu pena de 13 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A sessão foi presidida pela juíza de Direito Thania Mara Luz.