Geral “Um marco histórico para a região”, diz diretor do HRA sobre as primeiras cirurgias ortopédicas de alta complexidade

“Um marco histórico para a região”, diz diretor do HRA sobre as primeiras cirurgias ortopédicas de alta complexidade

08/05/2023 - 15h27

Recentemente o Hospital Regional de Araranguá, HRA, recebeu a autorização para realizar cirurgias ortopédicas de alta complexidade. Uma conquista que vinha sendo buscada há muito tempo. E nesse último sábado as duas primeiras cirurgias foram realizadas na unidade. Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado, o diretor do HRA, Kristian Souza, falou sobre esse grande momento.

“Realmente foi um marco histórico para a região da Amesc (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) realizar essas cirurgias. Não só a região da Amesc, mas a região da Amrec (Associação dos Municípios da Região Carbonífera) dependia do Hospital Nossa Senhora da Conceição (Tubarão). Sendo um número muito alto de pacientes que aguardavam esse tipo de cirurgia. O HRA mostrou que tem capacidade técnica, se habilitando nos primeiros momentos e agora realizamos as primeiras cirurgias”, ressaltou Kristian.

Objetivo

“Nosso objetivo é realizar 30 cirurgias por mês. Mas sabemos que é um serviço que está sendo construído, estamos no início. Além disso, aceleramos o processo para realizar cirurgias em maio. Iniciamos com uma quantidade menor, mas pretendemos alcançar esse marco. A região não tinha esse número de procedimentos realizados por mês”, explicou o diretor.

Dependência

“O HRA não depende mais de outras regiões, pelo contrário, outras regiões estão dependendo de nós. Estamos no caminho certo, como o hospital é o único da região que oferta esse serviço, estamos atendendo pessoas de outras regiões que carecem desse trabalho de alta complexidade”, acrescentou Kristian.

Investimentos

“A gente está investindo na estrutura física do nosso hospital. Estamos pintando todo o HRA e reformando o bloco cirúrgico. Pretendemos reformar todos os quartos da clínica médica e cirúrgica. O projeto está pronto desde o ano passado. A gente está só aguardando o repasse das emendas que ainda não vieram e que o governo está tentando acelerar. Com isso, vamos tentar ampliar cada vez mais os serviços que prestamos. Tem muita coisa para fazer ainda em nosso hospital”, ressaltou o diretor.

Ressonância magnética

“Temos o orçamento e o projeto, mas inicialmente não é prioridade do governo do Estado, até pelo custo que será de aproximadamente R$ 10 milhões. Mas a ressonância magnética está nos planos do HRA, talvez não para esse ano e nem para o ano que vem. Precisamos trabalhar com aquilo que possamos conquistar. A prioridade hoje são as cirurgias, tirar as pessoas dessas filas”, finalizou Kristian.