Vigilância Sanitária realiza ações visando o combate da doença mão-pé-boca
A Vigilância Sanitária de Araranguá realiza ações visando o bem estar da população. O órgão é responsável por promover e proteger a saúde e prevenir doenças por meio de estratégias de educação e fiscalização. Desde o início do ano a Vigilância Sanitária está com ações nas escolas do município instruindo professores e colaboradores no combate ao vírus Coxsackie, responsável pela doença conhecida como mão-pé-boca. A enfermidade acomete principalmente crianças menores de cinco anos de idade.
O coordenador do departamento, Guilherme Fonseca de Oliveira explicou a importância das visitas. “Nós estamos visitando todas as CEIs e Escolas de Araranguá para coibir a propagação de vírus que durante esse período é muito comum, sendo que a falta de higiene implica muito na proliferação de viroses. Tivemos relatos de crianças que estavam sendo afastadas das escolas por estarem com sintomas do vírus. Os pais devem estar alertas e prezarem pela higiene de seus filhos, façam uma vistoria nos filhos, olhem pescoço, boca, atrás das orelhinhas inspecionem se tem algo diferente”.
Segundo o coordenador muitos pais alegam que não tem onde deixar seus filhos, mesmo que eles estejam com os sintomas da doença. “A criança doente não pode ir para aula. Tivemos um entrave muito grande com os pais, é uma reclamação recorrente das diretoras e coordenadoras. Muitos pais alegam que não tem onde deixarem seus filhos. Orientamos que os pais levem seus filhos nas unidades básicas de saúde para que sejam avaliados por um médico”, finaliza.
Segundo o Ministério da Saúde, são sinais característicos da doença:
– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
– aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.
A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.
Tratamento:
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.
Recomendações:
– nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes;
– alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir;
– bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
– lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
– evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar);
– cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
– manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
– não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
– afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
– lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
– descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.









