Geral NoHarm.ai: a inteligência artificial em nome do Hospital Regional de Araranguá

NoHarm.ai: a inteligência artificial em nome do Hospital Regional de Araranguá

23/05/2023 - 14h40

Saúde e tecnologia juntas para oferecer o melhor atendimento, é isso que o Hospital Regional de Araranguá, vem oferecendo aos seus pacientes. Recentemente a unidade integrou em seu sistema, um software de inteligência artificial, o NoHarm.ai. A plataforma foi inserida na farmácia clínica e oferece um amplo número de informações sobre medicamentos, exames, cruzamentos de exames e ainda faz alerta aos profissionais, o que vem facilitando o trabalho com os pacientes.

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, a coordenadora da farmácia clínica do Hospital Regional, Francielle Ferreira, falou sobre a inovação.

“A intenção da implantação da inteligência artificial é melhorar a segurança do paciente internado no hospital, otimizando a terapia dele. Além disso, nossa intenção também é colocar o farmacêutico junto da equipe multidisciplinar. Estamos completando um mês que o projeto estava se implementando e duas semanas de uso. O nome da plataforma é NoHarm.ai, ela é 100% gratuita aos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Conheci essa plataforma através de uma reunião em que eu participava, me interessei e procurei saber mais sobre ela. Quando entrei em contato com a empresa, que é do Rio Grande do Sul, me informaram que o sistema era gratuito para hospitais do SUS”, ressaltou Francielle.

Antes e depois do NoHarm.ai

“Antes do sistema, a gente fazia mais a parte de supervisão dos auxiliares e das demandas de distribuição dos medicamentos. Sendo uma equipe de apoio, focando no controle interno. Agora com essa plataforma, estamos atuando na terapia, na otimização junto da equipe. O médico prescreve, nós recebemos a prescrição, esse sistema analisa a prescrição do médico e da as tomadas de decisão que a gente pode avaliar. Não é a plataforma que decide, ela dá a sugestão e nós com a expertise do farmacêutico, realizamos a avaliação do que é possível fazer para aquele paciente”, explicou a coordenadora.

Custos

“Se eu tenho um paciente que está fazendo uso de antibiótico e precisa ficar 10 dias internado. Se eu pioro a função renal dele, o paciente precisará ficar mais um tempo internado para melhorar o rim em função do uso desse medicamento. Se eu já detecto antes, que o rim dele está piorando, eu já otimizo a dose daquele medicamento para ele não precisar ficar mais tempo. Sendo assim, o que teríamos de custo de uma internação de mais de 10 dias, por conta da questão do rim, conseguimos otimizar esse processo. Além disso, conseguimos reduzir as doses quando necessário, o que nos oferece menor custo”, acrescentou Francielle.

O sistema

“O sistema integra o hospital todo, desde o paciente do pronto socorro até a UTI. A plataforma recebe toda a informação dos hospitalizados e faz todo o acompanhamento desses. O sistema faz os alertas, cruza exames, cruza os resultados dos exames com os medicamentos, mostra o que o medicamento está causando. Oferecendo um banco de informações muito maior”, finalizou a coordenadora.

Confira entrevista completa: