Propagação da Dengue preocupa autoridades em Araranguá: medidas de combate são intensificadas
A propagação da dengue tem gerado preocupação entre as autoridades de Saúde em Araranguá. Com a identificação de aproximadamente 122 focos do mosquito Aedes aegypti na cidade e 14 casos confirmados de contaminação pelo vírus, o departamento de Endemias está intensificando suas ações de combate à doença.
Em entrevista concedida à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, o coordenador de Endemias, Télvio Botelho, abordou a gravidade da situação e as medidas adotadas para enfrentá-la.
“Até o momento, identificamos 122 focos do mosquito no município. Registramos 14 casos de contaminação, todos importados. Recebemos uma média de 10 casos suspeitos por dia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Atualmente, não temos casos ativos, porém estamos acompanhando dois casos no bairro Mato Alto”, afirmou Botelho.
Botelho também alertou sobre os sintomas da dengue e a importância de diferenciá-los de outras doenças: “Dor atrás dos olhos, manchas no corpo, enjoo e coceira são sintomas comuns. Muitas pessoas confundem esses sintomas com os da COVID-19, mas é essencial fazer o exame para confirmar o diagnóstico. Enquanto aguardam o resultado, orientamos a utilização de repelente. Este é um momento desafiador para todos, pois não estamos habituados a lidar com essa situação”.
No que diz respeito às medidas de combate, Botelho destacou a importância da participação da comunidade: “Estamos realizando fiscalizações e orientações nos estabelecimentos. Em muitos casos, precisamos encaminhar para a Vigilância Sanitária. Os principais focos são encontrados em armadilhas e durante os serviços de delimitação de foco em residências. Cerca de 40% dos focos identificados estão em ferros-velhos, enquanto o restante está em residências. A responsabilidade é de todos nós, da população. Precisamos conscientizar e agir”.
Sobre as ações de limpeza, o coordenador de Endemias ressaltou: “Atualmente, temos aproximadamente 15 terrenos mapeados, com quatro limpezas já realizadas. Se a população fizer sua parte, eliminaremos 90% do vírus. Estamos no período de propagação do mosquito até maio. Durante o inverno, o mosquito não consegue se proliferar. Quanto à vacina, acredito que possa estar disponível até o final deste ano, ou ano que vem”.







