Geral Ele contagia por onde passa, não só por seu bom-humor, mas pela culinária diferenciada

Ele contagia por onde passa, não só por seu bom-humor, mas pela culinária diferenciada

11/04/2025 - 20h25

O convidado desta quinta-feira, 10, do programa 95.5 Entrevista foi o funcionário público e cozinheiro Vicente Marcon. Dono de um humor contagiante, ele desenvolveu, ao logo da vida, o dom da culinária. Quem participa dos eventos promovidos por ele sabe que o diferencial vai estar presente nos mínimos detalhes.

O primeiro contato com a culinária foi ainda na infância, sempre ao lado das nonas e da mãe. “Eu mais incomodava do que ajudava. Eu queria ajudar, mas eu era muito pirralho. Minha mãe me dava mais liberdade, como ela fez com os três filhos. A minha irmã aprendeu alguma coisinha, eu um pouquinho mais e meu irmão nada (risos). Se tu pedir para ele fazer um ovo cozido, com hoje ele tem dois filhos, sabe que tem que colocar dentro d’água. Nós ficávamos todos em redor do fogão à lenha. Um ajudava a colocar o fogo, outro trazia a lenha, outro abria a tampa do fogão. Era aquela loucurada, mas saia o almoço. Até mesmo porque eu aprendi a fazer com ela (a nona) a massa. Mas por mais que tu saiba fazer, nunca fica igual; não chega nem perto. Eu sempre aprendi a apanhar com o rolo de macarrão, mas para preparar a massa era com a mãe (risos)”.

Vicente vem de famílias tradicionais de Araranguá, tanto por parte de pai, quanto por parte de mãe.

“Eu sou da família Marcon muito tradicional aqui em Araranguá na parte do meu pai. O meu nono é muito conhecido aqui, até presenteamos a nossa família com o nome da rua onde meu pai mora, que é João Antônio Marcon. A parte da minha mãe, a família Rossi, também é muito conhecida aqui em Araranguá. Eu nasci e me criei aqui. Cheguei a sair para estudar em Florianópolis, mas o bom filho à casa torna. Eu tenho lembranças muito boas da minha infância: por exemplo Papai Noel da Casa Cometa, pois meu pai é o Marcon da Cometa. Meus pais são pessoas maravilhosas, meus irmãos também. É uma família católica. É uma família muito legal realmente”.

Vicente teve uma sociedade que marcou sua vida. Foi com o “amigo irmão”, Adailto Almeida Teixeira, o Tibica.

“A minha parceria com o Tibica iniciou na pandemia. Ele sabia que eu já fazia algumas jantas, que participava do Lions, me convidou e eu aceitei. Fomos investindo em equipamentos como paejeira, travessas, fogareiro. Vida de cozinheiro é isso e tivemos que trocar de carro, pois no fusquinha não cabiam mais as coisas. Nossa parceria foi muito bacana. Fizemos muitos eventos; bodas de ouro, bodas de prata, casamento, aniversários. Eram eventos em Araranguá, Balneário Gaivota, Maracajá, enfim, várias regiões. A gente fez uma vez em Balneário Gaivota e chegando no local era um dos caras mais importantes de Porto Alegre. Eu cheguei a perguntar para o Tibica o que nós estávamos fazendo lá. Ele respondeu, sempre muito bem-humorado: ‘Vicente vãos fazer o que a gente sabe fazer de melhor: mentir e cozinhar’ (risos). Cobramos o valor justo e ainda ganhamos uma bela gorjeta”.

Vicente é filho do seu José João Marcon e dona Maria Bernardete Rossi Marcon e tem dois irmãos: a Alessandra e o Fábio. Seus estudos ele fez no Maria Garcia Pessi, no Castro Alves, Futurão e Energia. Ele fez Matemática na UFSC, Gestão Pública na UNOPAR e lecionou até 2011 no colégio Estadual. Nosso convidado é servidor público de carreira do Município de Araranguá, desde 2013. Na sua adolescência trabalhou em lanchonetes, entre elas na rodoviária de Araranguá e Quero-Quero, no Arroio do Silva, trabalhou também na churrascaria Quero-Quero, sempre recebendo ensinamentos da tia Dê e do seu Issac Brero.

Acompanhe, na íntegra, esta história de sucesso com nosso convidado bem-humorado.