Política Secretária de Saúde Daiane Biff foi à Câmara explicar dois projetos que deram entrada na casa, Agosto Lilás foi lançado na sessão desta quarta na Câmara de Araranguá e Buraco Quente voltou à discussão no legislativo (FOTOS)

Secretária de Saúde Daiane Biff foi à Câmara explicar dois projetos que deram entrada na casa, Agosto Lilás foi lançado na sessão desta quarta na Câmara de Araranguá e Buraco Quente voltou à discussão no legislativo (FOTOS)

07/08/2025 - 08h24

A secretaria de Saúde de Araranguá Daiane Biff esteve na tarde desta quarta-feira, 06, na Câmara de Vereadores de Araranguá. Foi conversar com os vereadores sobre dois projetos que deram entrada na casa. Os vereadores queriam mais informações, porque um, altera, cria e acrescenta vagas na estrutura da secretaria de Saúde. O outro projeto altera nomenclatura do agente de Saúde, fixa vencimentos de contratação de pessoal em caráter temporário para a execução de programas do governo federal.

Nas comissões

Os dois projetos, deram entrada na sessão desta quarta-feira, 06, e foram enviados pelo presidente Pedro Paulo de Souza, para as comissões.

Lançamento

Também na sessão desta quarta-feira, 06, a secretária do Bem-Estar Social e Habitação, Dione Cesa, a secretária de Saúde Daiane Biff e a delegada da Polícia Civil, Eliane Chaves, fizeram o lançamento oficial da campanha Agosto Lilás. A campanha é nacional e divulga as ações de combate à violência contra a mulher.

Trabalho

A delegada falou dos trabalhos na delegacia da mulher e a necessidade de continuar divulgando e atuando na repressão aos agressores. Também revelou alguns números em relação a agressão as mulheres. Somente este ano, foram registrados 849 crimes relacionados à violência contra a mulher no município, somente até o início de agosto. Segundo a delegada, a DPCAMI recebeu 463 solicitações de medidas protetivas e instaurou 235 inquéritos policiais. A reincidência também é preocupante, pois acontecem com frequência. Segundo a delegada, mais de 15 prisões preventivas de agressores por descumprimento de medidas protetivas, foram efetivadas.

Sem feminicídio

Araranguá não registrou nenhum feminicídio no primeiro semestre deste ano, enquanto no Estado já ultrapassou 30, com seis vítimas registradas na última semana. “Mulheres mortas dentro de casa, por homens com quem tiveram vínculos afetivos. Não são crimes comuns. É por isso que essa campanha é tão importante”, destacou.

Mais antiga

A delegada lembrou que a DPCAMI de Araranguá, criada em 13 de setembro de 1989, é uma das mais antigas do Estado de Santa Catarina e tem como diferencial o diálogo contínuo com os demais órgãos da rede.

Saúde

Já a secretária de Saúde de Araranguá Daiane Biff, disse que é urgente e necessária a prevenção da violência contra a mulher. Disse que a secretaria de Saúde tem no mês e agosto, um olhar diferenciado sobre o Agosto Lilás. Afirmou ainda, que sua pasta está unida com as demais secretarias na campanha.

Social

A secretária de Assistência Social e Habitação, Dione Cesa, disse ter esperança em dias melhores para as mulheres. Se trata de uma campanha nacional, que foi criada em alusão a lei Maria da Penha. Segundo a secretária, os números ainda chocam e conclamam todos a ação. Citou o trabalho do CREAS que é um equipamento referência de atendimento à mulheres em situação de violência. Segundo a secretária, somente neste primeiro semestre, o CREAS já atendeu 102 mulheres vítimas de algum tipo de violência doméstica. Para Dione Cesa, os números da violência contra a mulher não podem ser encarados apenas como estatística, mas histórias de dor, coragem e superação.

Convite

Por fim, a secretária convidou a todos para participarem de um grande encontro no dia 15 de agosto, às 13h30min, no Centro Multiuso, com a presença da Tenente-Coronel Naíma Huk Amarante como palestrante. “Convido todos a participarem deste momento de escuta, aprendizado e mobilização. Sabemos que muitas mulheres ainda têm medo de denunciar. Nosso papel é mostrar que elas não estão sozinhas”, finalizou.

Quilombola

O assunto do Buraco Quente, que se transformou em quilombola, voltou à tribuna da Câmara na sessão desta quarta-feira, 06. Mais uma vez, o delegado Jorge Giraldi se posicionou contra a transformação, alertando que ainda não está sacramentada. Afirmou que os marginais não vêm de fora, que são do local e os que vem de fora são recebidos pelos moradores. Disse que um dos marginais que acabou morrendo em confronto com a polícia, comandou o tráfico por muito tempo e “É cria do Buraco Quente”. O vereador concorda que as pessoas de bem precisam ser preservadas.

Crítica

Jorge Giraldi criticou o ex-vereador Ozair da Silva, o Banha, que durante entrevista no programa Dia a Dia, da Rádio Araranguá, afirmou que o município está ausente na comunidade e que isso faz com que os criminosos tomem conta. Para Giraldi, “Banha foi vereador e presidente da Câmara e ainda o prefeito era de seu partido e que ele nunca fez nada pelo Buraco quente, agora quer que a administração dê uma cobertura para cada morador”?

Posição

O vereador também cobrou posição política, e afirmou que: “ninguém deve se acovardar”. Citou o vereador Evandro Conceição, que entrou na live da Rádio durante a entrevista para elogiar a escola que funciona na comunidade. “É preciso saber o que realmente acontece lá dentro antes de se elogiar”, afirmou.

Resposta

O vereador Evandro Conceição, foi à tribuna para contestar, afirmando que: “O senhor não conhece minha história. Fui criado num bairro nas proximidades do porto em Rio Grande, tomado por traficantes e minha mãe foi abandonada pelo meu pai e tinha que pedir remédio a traficantes para cuidar dos filhos. Eu tinha tudo para não dar certo, mas parece que consegui mudar o rumo de minha vida. Então não venha me dizer que não sei do que estou falando”.

Concordam

Durante a discussão, o vereador Evandro disse concordar com Giraldi, sobre a questão de tirar e impedir que criminosos se instalem no local. O vereador Samuel Jesuíno, também disse concordar nesse ponto e ainda questionou a legalidade da transformação em Quilombola, defendendo a reversão da situação. Giraldi afirmou ainda que o que vai acontecer na comunidade, agora quilombola, é que a polícia pode entrar para alguma ação e por acidente matar alguém, que será quilombola, e a repercussão será ainda maior.