Vereador Samuel Jesuíno destaca apoio aos agricultores, acesso à saúde e conquista de projetos para Araranguá
O vereador de Araranguá Samuel Jesuíno participou de entrevista na Rádio Araranguá, com apresentação de Saulo Machado, onde falou sobre demandas da agricultura, dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam de medicamentos de alto custo e projetos aprovados na Câmara de Vereadores durante o mês de maio.
Durante a conversa, o parlamentar ressaltou que o trabalho do vereador é diretamente ligado às necessidades da população e afirmou que muitas das pautas apresentadas no Legislativo surgem das reivindicações feitas pela comunidade.
Preocupação com agricultores e emissão de notas fiscais
Um dos principais assuntos abordados foi a dificuldade enfrentada por agricultores na emissão da nota fiscal eletrônica. “Diversos produtores procuraram meu gabinete relatando problemas após mudanças no sistema de atendimento. O vereador é movido pelos pedidos da sociedade. Fomos procurados por bastantes agricultores porque eles estavam tendo dificuldade nessa questão da nota fiscal”, afirmou.
O vereador explicou que anteriormente havia um convênio entre município e Estado para auxiliar os produtores, mas o atendimento acabou sendo transferido para outro sistema, o que gerou transtornos, principalmente para agricultores com menos familiaridade com ferramentas digitais.
“A gente sabe que o agricultor é muito bom para produzir, mas quando chega nessa parte de papelada e digital enfrenta dificuldades”, destacou.
Samuel informou que conversou com o prefeito César Cesa e com o secretário Roney para que o atendimento volte a ser concentrado junto à Secretaria de Agricultura. “Logo mais tudo deve voltar para a agricultura. A ideia é deixar tudo em um só lugar: bloco de nota, máquinas e atendimento ao agricultor”, comentou.
Crise no setor arrozeiro preocupa produtores
O parlamentar também comentou sobre a situação dos rizicultores da região, afirmando que muitos agricultores enfrentam prejuízos devido à queda no preço do arroz e ao alto custo dos insumos agrícolas.
“Eles produziram a safra com o valor dos insumos baseado no arroz a R$ 100 e hoje estão vendendo a R$ 50”, relatou.
Samuel criticou o fato de os custos de produção permanecerem elevados mesmo com a redução no valor pago ao produtor. “O agricultor planta, reza todo dia para o tempo ajudar e depois, quando vai vender, a porcentagem fica no bolso dos outros”, disse.
Segundo ele, muitos produtores só conseguem continuar trabalhando porque possuem reservas financeiras acumuladas em anos anteriores. “Conversei com um agricultor que teve R$ 270 mil de prejuízo nesta safra. Ele disse que só conseguiu continuar porque tinha uma gordurinha guardada”, contou.
Acesso a medicamentos e tratamentos de alto custo
Outro ponto destacado pelo vereador foi a dificuldade enfrentada por famílias que necessitam de medicamentos caros e tratamentos especializados.
Samuel afirmou que a situação o preocupa profundamente, principalmente pela dificuldade financeira de muitas famílias para custear remédios ou contratar advogados para ingressar com ações judiciais.
“Tem pessoas que precisam de tratamento de R$ 2 mil por mês. Como é que um pai de família que ganha R$ 2,5 mil vai conseguir pagar isso?”, questionou.
O vereador também criticou a burocracia enfrentada por pacientes que dependem de medicamentos fornecidos pelo Estado. “Quando aparece uma doença grave e a pessoa não consegue o tratamento, parece uma sentença de morte assinada”, lamentou.
Ele informou ainda que apresentou requerimento solicitando ao Governo do Estado informações sobre a fila de pacientes que aguardam medicamentos obtidos por meio de decisões judiciais.
“A gente quer entender quantas pessoas estão esperando e buscar políticas públicas para essa população que precisa desse atendimento”, destacou.
Projeto sobre segurança alimentar é aprovado
Durante a entrevista, Samuel comemorou a aprovação de um projeto que nasceu de um anteprojeto apresentado por ele e posteriormente encaminhado pelo Executivo à Câmara.
A proposta reestrutura o Conselho de Segurança Alimentar de Araranguá, permitindo que o município volte a receber recursos federais destinados à compra de alimentos da agricultura familiar.
Segundo o vereador, a ausência do conselho impedia o recebimento dos recursos nos últimos anos. “Estamos indo para o terceiro ano sem receber esses recursos porque o conselho havia deixado de existir”, explicou.
Com a aprovação do projeto, Araranguá poderá voltar a receber entre R$ 130 mil e R$ 180 mil anuais para aquisição de alimentos produzidos por pequenos agricultores. “Isso vai fomentar bastante a agricultura familiar. Muitos produtores deixaram de vender seus produtos por causa da falta desse recurso”, ressaltou.
Samuel também agradeceu ao prefeito César Cesa, ao secretário Roni e à primeira-dama Dione Cesa pelo apoio ao projeto.
Trabalho pautado pelas demandas da população
Ao final da entrevista, o vereador afirmou que seu mandato busca atender as necessidades apresentadas pela população e reforçou a importância do diálogo com as comunidades. “O vereador não tem pauta própria. Quem faz a pauta do vereador é a população”, afirmou.
Samuel ainda destacou que procura sempre agir com transparência junto à comunidade. “Quando não dá para fazer alguma coisa, a gente precisa falar a verdade e explicar o motivo”, concluiu.













