Solução para a tainha e entrada de Antídio na disputa por vaga no Senado marcam semana política em Santa Catarina
A resolução temporária do impasse envolvendo a pesca da tainha em Santa Catarina e as movimentações para a eleição de 2026 marcaram a análise do comentarista político Upiara Boschi nesta quarta-feira (10), na rádio Araranguá.
Sobre a questão da tainha, Boschi destacou que a ampliação da cota de pesca ocorreu após forte mobilização de pescadores, lideranças políticas, prefeituras e representantes catarinenses. Para ele, a solução poderia ter sido evitada se o problema não tivesse sido criado por decisões burocráticas.
“O burocrata manda quando o político falha, quando o político se omite”, afirmou o comentarista ao analisar o fato.
Segundo Boschi, a articulação de Décio Lima junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi determinante para a ampliação em 20% da cota autorizada para a pesca da tainha.
Apesar da solução momentânea, Boschi avalia que o debate está longe de terminar. Segundo ele, o modelo de cotas ainda gera dúvidas e poderá provocar novos embates nos próximos anos.
Durante a conversa que resultou na flexibilização das regras, Lula aproveitou para mencionar que pretende comer uma tainha durante visita prevista a Itajaí no próximo dia 26, quando deve participar de um evento ligado à construção de uma fragata da Marinha.
Disputa pelo Senado movimenta pré-campanha
No campo eleitoral, Boschi destacou a confirmação do deputado estadual Antídio Lunelli como pré-candidato ao Senado pelo MDB.
De acordo com o comentarista, a definição ocorreu após uma reunião que reuniu lideranças como Esperidião Amin, pré-candidato à reeleição, o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, além de Carlos Chiodini e Eron Giordani.
Segundo Boschi, a entrada de Lunelli fortalece a aliança entre MDB e PSD no projeto liderado por João Rodrigues para a disputa ao Governo do Estado. A tendência é que Chiodini ocupe a vaga de vice-governador, enquanto Amin e Lunelli disputariam as duas vagas ao Senado na mesma chapa.
Para o analista, a composição dificulta eventuais movimentos para afastar o MDB da aliança e fortalece a construção de uma chapa considerada competitiva para 2026.
Cenário mais disputado
Com a confirmação de Antídio Lunelli, Boschi avalia que a corrida ao Senado ganha novos ingredientes. Além de Amin e Lunelli, aparecem entre os nomes cotados para a disputa Caroline de Toni, Carlos Bolsonaro, Décio Lima, Afrânio Boppré e Jefferson Rocha, apontado como possível candidato pelo PRD.
Na avaliação de Boschi, a entrada de novos nomes deve tornar a disputa pelas vagas ao Senado ainda mais fragmentada e competitiva, ampliando as articulações políticas que já começam a ganhar força no estado visando as eleições de 2026.
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