Evandro Scaini apresenta propostas para a Assembleia e defende fortalecimento da saúde, segurança e educação especial
Dando sequência à série de entrevistas com candidatos às Eleições 2026, a Rádio Araranguá recebeu no estúdio o candidato a deputado estadual pelo Progressistas (PP), Evandro Scaini. A entrevista foi conduzida pelo apresentador Lucas Casagrande e abordou as motivações para a candidatura, as principais bandeiras para um eventual mandato e demandas consideradas prioritárias para o Extremo Sul catarinense.
Ao explicar por que decidiu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, Scaini contou que recebeu o convite do deputado estadual José Milton Scheffer. “Eu recebi um convite do deputado estadual José Milton Schaefer para assumir esse lugar dele, para ocupar esse espaço que ele vem trabalhando por 16 anos, porque o Vale do Araranguá já está sem um deputado federal há 12 anos.”
Segundo o candidato, a ideia é manter a representação regional na Assembleia Legislativa e, paralelamente, buscar a eleição de um representante do Extremo Sul para a Câmara dos Deputados.
“A ideia é a gente se eleger, manter o Thiago, para continuar tendo os dois no Vale, e a gente ter um federal, que a gente não tem há 12 anos.”
Scaini destacou ainda a importância de a região contar novamente com um deputado federal. “Primeiro, porque a gente passa a ter um representante da nossa região em Brasília, que possa nos defender nas questões federais. E também o incremento do investimento financeiro das emendas impositivas que cada deputado federal tem. São aproximadamente 280 milhões em um mandato.”
Para o candidato, parte desses recursos poderia ser direcionada para investimentos no próprio Vale do Araranguá. “Isso é muito dinheiro. Isso injetado aqui no Vale, 70% disso dá 200 milhões no mandato. É muita obra, é muito posto de saúde, muita creche, muito colégio, muito ônibus, muita máquina.”
Entre as prioridades, Scaini citou a conclusão do prédio destinado ao curso de Medicina da UFSC em Araranguá. “Principalmente, nós temos um federal para fazer o investimento necessário para concluir o prédio da medicina aqui em Araranguá, da UFSC, para que possam ser implantados os novos quatro cursos de medicina aqui e abrir esse campus. A gente precisa evoluir, precisa caminhar.”
“Eu sei que eu posso”
Questionado por Lucas Casagrande sobre o que o motivou a buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa, Scaini afirmou que sua experiência administrativa o preparou para o desafio.
“É que eu sei que eu posso. Eu sei que eu tenho capacidade para representar bem a nossa região.”
O candidato destacou os quatro mandatos como prefeito de Balneário Arroio do Silva. “Eu me preparei por esses 20 anos, quatro vezes prefeito do Arroio do Silva. Eu tenho conhecimento da área administrativa. Eu tenho conhecimento dos sistemas de convênios.”
Scaini também ressaltou sua trajetória política e a relação construída com lideranças de diferentes regiões do Estado.
“Eu tenho o crédito da minha pessoa pela minha postura. Eu sempre fiz política fazendo o bem para as pessoas. Isso me dá muito crédito. Tenho muita porta aberta em todos os lugares do Estado de Santa Catarina e eu sempre fui uma pessoa muito correta, muito leal. Então a minha lealdade, a minha postura, ela me classifica para ser um bom candidato e para ser um ótimo deputado.”
O candidato afirmou ainda que pretende manter uma atuação próxima da população. “Eu não sou muito político de gabinete, não. Eu sou de entrega, de fazer o resultado chegar até as pessoas. Então é assim que eu me comporto, fiz isso durante os meus últimos 20 anos e quero continuar fazendo.”
Oncologia no Hospital Regional é uma das principais bandeiras
Ao ser questionado sobre quais grandes obras e investimentos a região ainda precisa, Scaini apresentou a implantação da oncologia no Hospital Regional de Araranguá como uma de suas principais bandeiras.
“Uma das bandeiras é a questão da oncologia no Hospital Regional. Primeiro, para a gente referenciar o hospital.”
Segundo ele, o Hospital Regional possui estrutura de alta complexidade, mas precisa ser ampliado e qualificado para atender novas demandas. “Porque o hospital é de alta complexidade e a gente tem uma ortopedia, mas não tem uma referência do hospital. O hospital faz um belo trabalho, a gente tem que parabenizar a equipe do IMAS, no nome do Cricia, que fazem um excelente trabalho. Mas a gente precisa referenciar ele e qualificar.”
Scaini relatou as dificuldades enfrentadas por pacientes que precisam viajar até Criciúma para realizar tratamentos contra o câncer. “Hoje, visitando as pessoas de longe, no interior de Passo de Torres, do interior de São João do Sul, que fazem tratamento de câncer, que têm que se deslocar até o São José de Criciúma, duas, três vezes por semana, uma vez por semana.”
Ele descreveu o impacto dos deslocamentos sobre pacientes em tratamento. “Uma pessoa dessa, que faz quimio, que faz rádio, ela já está com 30, 40 quilos a menos. Ela já está magrinha, ela está tendo vários problemas de náuseas, de enjoo. Ela tem que sair 4 horas da manhã de casa. Às vezes, pela estrutura óssea, ela já se sente mal acomodada no carro. Ela chega 8 da manhã, 7 da manhã no hospital, ela tem que ser preparada para receber uma sessão.”
Para Scaini, a implantação do serviço em Araranguá poderia beneficiar pacientes de toda a região. “Não existe sensação de impotência maior. E eu quero dizer aqui, e quero que todos que estão me ouvindo sejam testemunha. O trabalho feito pelo Oncocentro de Criciúma, ele é sensacional. Ele é muito bom.”
Mas, segundo ele, a estrutura atual estaria sobrecarregada. “Só que nós temos um problema. O Oncocentro atende de Garopaba a Passo de Torres. São 48 municípios, são mais de 1 milhão de pessoas. Vai colapsar. Não tem como não colapsar.”
Scaini defendeu a utilização do Hospital Regional como uma nova referência. “Então, nós precisamos ter um outro local mais próximo. E tem que ser um hospital de alta complexidade, e o Regional está preparado para isso.”
Ele reconheceu que seriam necessários investimentos para viabilizar a proposta. “Claro, vai ter que comprar máquinas, vai ter que contratar pessoal especializado. Talvez tenha que construir uma nova ala. Mas é necessário.”
E reforçou o caráter regional da proposta: “Então, nós vamos brigar pela implantação da Oncologia no Hospital Regional. É uma das nossas bandeiras. Não é um projeto para Araranguá, é um projeto para toda a região Sul.”
Mais policiais para o Extremo Sul
A segurança pública também foi apontada como prioridade. “Vocês têm discutido isso muito na Rádio Araranguá, a falta de efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil. É uma bandeira.”
Scaini reconheceu os concursos realizados pelo Governo do Estado, mas defendeu uma distribuição mais clara das vagas. “Eu defendo, o governo tem feito concursos e cursos quase todos os anos. E a gente tem que reconhecer isso. O que a gente tem que brigar é para, quando abre o edital, dizer para onde que vão esses policiais.”
E questionou: “Vamos abrir o edital para 300 policiais militares. Quantos a região Sul vai receber? Quantos a região Oeste vai receber? Nós temos que melhorar isso.”
Sobre a Polícia Civil, Scaini também defendeu mais servidores. “Então, nós precisamos brigar pelo aumento de efetivo também na Civil. E essa é uma segunda bandeira que a gente levantou.”
Educação especial e autismo
A terceira bandeira apresentada pelo candidato envolve a educação especial e o atendimento de crianças atípicas. “E percebendo que o trabalho que a gente fez com a educação especial no Arroio do Silva, ela é uma referência para o Vale do Araranguá todo. E isso falta na rede pública estadual. Esse carinho, esse olhar diferenciado para as crianças atípicas.”
Scaini defendeu a capacitação dos professores da rede estadual. “Colocar o que a gente pensa, o que a gente acha que deve acontecer na Secretaria de Estado da Educação, para melhorar esse atendimento com o segundo professor na sala do Estado.”
Entre as propostas, citou cursos de especialização gratuitos para profissionais concursados. “Dar curso de especialização gratuito para quem é concursado do Estado para a Educação Especial, igual o Arroio do Silva faz todos os anos.”
Também defendeu espaços especializados dentro das escolas. “Depois é incluir nas unidades escolares um local especializado para fazer o atendimento dessas crianças.”
Para Scaini, o aumento da demanda exige preparação da rede estadual. “O crescimento é vertiginoso, é assustador. Então, nós temos que nos preparar para que as unidades escolares do Estado também se preparem.”
E resumiu a terceira bandeira: “Então, a gente está levantando a terceira bandeira, que é a questão do autismo, e preparar as unidades escolares de Santa Catarina para atender esse público, que hoje ainda temos dificuldades.”
Defesa dos hospitais filantrópicos
Além das três principais bandeiras, Scaini afirmou que pretende dar continuidade à defesa dos hospitais filantrópicos e dos investimentos na saúde hospitalar. “Mas não perdemos de vista a bandeira do deputado Zé Milton, que é a saúde hospitalar catarinense, que é o recurso para os hospitais filantrópicos, que a gente vai ficar cuidando.”
Ele destacou a importância da legislação que permite investimentos nos hospitais de menor complexidade. “Essa lei ajudou muito os hospitais de média complexidade a atender a população. Não aumentar a demanda para o Regional, que é alta complexidade. Então a gente tem que continuar protegendo essa lei.”
Agricultura também está entre as prioridades
O candidato ainda afirmou que pretende manter a defesa dos produtores rurais. “E depois são as questões do agro. Nós vamos continuar protegendo o produtor de arroz, o produtor de mel, o produtor de maracujá, de pitaia, de fumo.”
Scaini chamou atenção para as oscilações enfrentadas pelos produtores. “A pitaia, esse ano muitos produtores jogaram a pitaia fora, porque ficou muito barato para vender. Então nós temos que trabalhar essa questão do preço mínimo.”
Ele também mencionou outras cadeias produtivas catarinenses. “É a questão do leite, a questão da cebola na região de Ituporanga, a questão do leite na região de Treze Tílias. Então a gente é uma cadeia produtiva que leva o nome de Santa Catarina para o Brasil inteiro. A gente tem que proteger.”
“Nós temos que pensar no macro”
Durante a entrevista, Lucas Casagrande lembrou uma frase utilizada por Scaini quando ainda era prefeito, relacionada à pavimentação de ruas.
Questionado se esse tipo de demanda continuará sendo atendido, o candidato explicou que pretende conciliar as demandas locais com projetos de alcance regional. “O ouvinte, o eleitor têm que entender que a pauta da pavimentação é natural. Ela é natural.”
Mas, para Scaini, o deputado precisa estabelecer prioridades maiores. “Mas a gente, como candidato e possível deputado, nós temos que ter objetivos no nosso mandato. E que são pautas regionais e estaduais. Nós temos que pensar no macro e o dia a dia nós vamos fazer o micro.”
Segundo ele, demandas como pavimentação, saúde básica e investimentos locais continuarão sendo importantes. “Nunca vamos esquecer da pavimentação de rua, recursos para a saúde básica, para exames, investimento na educação para melhorar a qualidade das unidades escolares, ou investimento no social, nos CRAS, na Secretaria de Assistência Social.”
Scaini afirmou que pretende construir uma identidade para o mandato baseada nas demandas regionais. “A gente tem que ter uma identidade. E essa identidade não é do deputado. Ela é da região que ele representa.”
E reforçou: “Não são bandeiras que eu fiz da minha cabeça. São bandeiras de anseios.”
Candidatura pelo Progressistas
Questionado sobre a candidatura pelo Progressistas, Scaini destacou a parceria com José Milton e a estrutura partidária. “Primeiro que na outra eu era um candidato a estadual e eu não tinha uma dobradinha com o federal. Agora eu tenho uma dobradinha com o deputado Zé Milton, que é um ótimo candidato, uma ótima pessoa.”
Também citou o senador Esperidião Amin. “Depois nós temos o nosso senador Amin, que nos representa há mais de 50 anos, sempre sendo escolhido um dos melhores políticos de Santa Catarina.”
Para Scaini, a experiência acumulada ao longo dos anos também pesa na disputa. “E depois tem o meu trabalho prestado no Arroio do Silva por quatro mandatos, com muito trabalho, muita dedicação, muita entrega.”
O candidato afirmou acreditar nas chances de eleição e fez um apelo pelo voto regional. “Eu entendo que é uma eleição com grande possibilidade de chegar, de se tornar deputado e representar bem a região. Agora nós precisamos que o nosso povo daqui vote em quem seja daqui. Porque nós estaremos aqui no dia a dia.”
Ao finalizar a entrevista, Evandro agradeceu o espaço e pediu o apoio dos eleitores. “Eu quero agradecer o espaço. Quero pedir o voto para todos vocês que estão nos ouvindo. Eu sou Evandro Scaini. Conto com o seu voto, conto com o seu apoio. Estaremos na briga pela nossa região”, concluiu.
Como funcionam as entrevistas da Rádio Araranguá
A entrevista com Tiago Zilli integra a série de entrevistas da Rádio Araranguá com candidatos nas Eleições 2026. A emissora estabeleceu critérios objetivos, previamente definidos e aplicados de maneira uniforme aos candidatos que disputam o mesmo cargo.
As entrevistas são realizadas de segunda a sexta-feira, entre 8h e 12h, com 20 minutos de duração, no estúdio da Rádio Araranguá. A participação é previamente agendada e está condicionada à disponibilidade da agenda da emissora.
Os candidatos ao mesmo cargo têm a mesma oportunidade de participação, respeitando o limite de dois candidatos por partido ou federação.
O formato é padronizado, com o mesmo tempo de duração e critérios de condução. As entrevistas são realizadas por dois comunicadores da emissora e transmitidas ao vivo, sem edição.
Eventuais manifestações de ouvintes durante as transmissões ao vivo não são utilizadas como critério para favorecer ou prejudicar candidatos, e a emissora não toma essas manifestações como parte da condução das entrevistas, em observância às regras estabelecidas para a cobertura eleitoral.
O candidato que confirmar e não participar no dia e horário agendados perderá aquela oportunidade, sem garantia de remarcação. Eventuais ausências comunicadas previamente serão avaliadas conforme a disponibilidade da agenda e a necessidade de preservar a igualdade de condições.
Os critérios foram estabelecidos com base na legislação eleitoral e na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), observando os princípios da isonomia, imparcialidade, impessoalidade e igualdade de oportunidades.
A Rádio Araranguá dará continuidade à série de entrevistas com os demais candidatos, mantendo os mesmos critérios para os concorrentes ao mesmo cargo.







