Queda da ponte: barco teria se chocado recentemente na estrutura, afirma delegado
A queda da ponte pênsil, ocorrida na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na madrugada de segunda-feira carnaval, que causou a morte de um jovem de 20 anos, segue sendo investigada pela Polícia Civil Catarinense. Em entrevista à Rádio Araranguá, o delegado de polícia de Passo de Torres, Maurício Pretto, falou sobre as investigações. “Na análise que foi feita no local do acidente, nós percebemos que os cabos não estavam em boas condições. Então percebemos evidentemente um nível alto de corrosão por ferrugem e o emprego de materiais inapropriados. Vimos o ancoramento desses cabos de aço feito de maneira diversa no lado catarinense e do que é feito no Rio Grande do Sul. Todos esses fatores indicavam que ali não era um local seguro para a travessia de pedestres. Aliado a tudo isso, tivemos o excesso de pessoas e o mau uso. As pessoas fazem brincadeiras e balançam, e isso já veio desde a inauguração dela, que inclusive caiu no ano de 1984”.
Sobre a informação de que a ponte teria manutenções diferentes em cada lado, o delegado não pode afirmar. “Essa informação de que o lado catarinense e o lado gaúcho tinham manutenções diferentes a gente ainda não tem a informação concreta. O que temos é que do lado catarinense a ancoragem da ponte é feita no solo, o cabo passa por cima da estrutura de concreto, ele é aterrado em outro bloco em solo, e isso facilita a manutenção. No lado gaúcho o cabo é ancorado na própria base do pilar. É ali que houve o tensionamento e a ruptura, foi bem próximo de um pilar de sustentação do lado de Torres. Então essa carga parece não estar bem distribuída, aliada a toda a ação da maresia que reduz a vida útil do material”, completa.
Durante a entrevista o delegado informou que um barco pesqueiro teria batido na ponte. “Temos um fato de que um barco pesqueiro há 50, 60 dias, essa informação estamos materializando ainda, teria ficado preso na ponte. Um barco de grande porte, que teve que ser rebocado para sair, isso causa mais tensionamento nesses cabos já corroídos pela ferrugem. Então naquele dia já deveria ter sido feito uma interdição da ponte para manutenção ou interdição”.
Maurício destacou que os tramites legais estão sendo feitos e que a Polícia Civil de Santa Catarina está trabalhando dentro da legalidade, buscando provas, e apurando os responsáveis para ao final promover os indiciamentos do inquérito.
Confira entrevista completa:







