Geral Você é professor e está se sentindo ameaçado pela inteligência artificial? Este alerta é pra você!

Você é professor e está se sentindo ameaçado pela inteligência artificial? Este alerta é pra você!

24/02/2023 - 13h04

A inteligência artificial é uma das áreas da ciência da computação que busca reproduzir, em alguns aspectos, a inteligência humana para desenvolver tarefas de forma semelhante aos humanos. Esta tecnologia pode, de forma autônoma, se aprimorar à medida em que é utilizada, aprendendo com as interações que faz, com os dados que tem acesso e com as respostas que oferece.

Como vimos recentemente, esta área chegou a um patamar bastante interessante, desenvolvendo ferramentas capazes de produzir textos e imagens de forma tão fluída que fica bastante complexo afirmar que não foram produzidas por um ser humano inteligente.

E justamente aí que mora o “perigo”, segundo alguns professores: o mal uso desta ferramenta por alunos igualmente mal-intencionados, que terceirizariam seus trabalhos escolares para este “robô”.

O ponto aqui para debate é justamente se a chegada de novas ferramentas de inteligência artificial deva ser encarada como uma ameaça ou como uma oportunidade. O “coleguinha” que passa “cola”, o irmão mais velho que faz as tarefas para o aluno, o pai desavisado que com o propósito de “ajudar” o filho, faz a atividade por ele, são alguns exemplos de trapaças já bastante conhecidas pelos professores, e que têm sido tratadas ao longo dos anos com bastante naturalidade e objetividade, não sendo um impeditivo para o ensino. Mas se é assim… que diferença existe entre estas formas de “trapaça” e as novas ferramentas de inteligência artificial?

Nenhuma, eu respondo!

A avaliação deste novo cenário que estamos vivendo passa pelo conceito de educação e pelas metodologias adotadas pelo professor no desenvolvimento de seu trabalho. Uma ferramenta capaz de trazer respostas rápidas pode ser uma grande aliada no processo de ensino e aprendizagem, sendo útil como o ponto de partida para o aprofundamento necessário em sala de aula.

A calculadora já foi a vilã no passado. Professores travaram verdadeira guerra contra este artefato, proibindo-o em suas aulas. Agora é a vez do ChatGPT. Até quando as escolas continuarão a rechaçar aquilo que não conhecem, virando às costas para as novidades que o mundo nos apresenta? Até quando o “novo” será demonizado por uma instituição que deveria incentivá-lo? Até quando continuaremos a “temer” o que “não conhecemos”? Até quando afastaremos dos nossos alunos os avanços que nós mesmos ajudamos a construir?

Eu se fosse você acessaria a ferramenta e veria com seus próprios olhos o quanto é divertido interagir com ela, aprender com ela e também ensinar com ela. Por que não?

Sejamos mais abertos às novas tecnologias… afinal, repito, nosso trabalho ajuda a construí-las.

Post scriptum: esta é apenas a minha opinião! Para concordar, discordar, sugerir ou interagir, envie mensagens para juniorfreitas.phd@gmail.com. E para saber mais a meu respeito, acesse meu currículo lattes pelo endereço: http://lattes.cnpq.br/6725856869061836