“A expectativa é conseguirmos construir essa base até metade do ano que vem”, diz delegado do Saer, sobre nova sede em Forquilhinha
Uma negociação vem sendo realizada para a construção de uma nova sede para o Serviço Aeropolicial da Polícia Civil (Saer/Sarasul). A unidade vem buscando um novo local desde o início do ano, quando o dono do atual imóvel, que é alugado, pediu de volta. A partir daí o Saer/Sarasul iniciou uma busca por uma nova casa. De acordo com o delegado do Saer, Gilberto Mondini, a procura por imóveis alugados não prosperava, visto que atendia apenas parte das necessidades do comando. Com isso, a construção de uma nova sede tornou-se essencial e surgiu a possibilidade de ser dentro do aeroporto de Forquilhinha.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, o delegado do Saer, Gilberto Mondini, falou sobre a possibilidade de mudança da base para Forquilhinha e as dificuldades que a unidade vem enfrentando com a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), que ainda não contribuem. “Desde quando chegamos na região, tínhamos três grandes anseios. Primeiro seria implementar o aeromédico, que a gente já conseguiu. Apesar de ter alguma deficiência ainda, como o pagamento por parte da Amesc. Nós tínhamos a construção de uma base própria e uma aeronave própria, tendo em vista que são equipamentos locados”.
O delegado ressalta o que agravou ainda mais a necessidade de uma nova base. “No início desse ano o proprietário do imóvel em que estamos, pediu o imóvel de volta. Em razão disso, passamos a buscar novos locais que suportassem nossa estrutura. Na região não tem nada. Com o advento do novo governo, foi criado uma nova secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e daí surgiu a possibilidade de construirmos dentro do aeroporto de Forquilhinha a base do Saer”.
De acordo com o delegado, a transição para a nova base favoreceria os trabalhos da instituição. “Para nós, são muitos os aspectos positivos, porque já abastecemos no local, a questão de logística é boa, fica bem no centro da região Sul. Além disso, a questão de treinamento, a gente treinaria no próprio aeroporto. Estamos vendo com bons olhos e estamos unidos com o prefeito de Forquilhinha e as autoridades responsáveis. A expectativa é conseguirmos construir essa base lá até a metade do ano que vem”.
Sobre a necessidade dos municípios da Amesc de contribuírem com o serviço prestado Mondini enfatiza. “A polícia entra com o custeio da aeronave e da tripulação e os municípios que compõem essas regiões são responsáveis pela folha de pagamento dos médicos, enfermeiros, farmacêuticos e os insumos hospitalares que são utilizados nessas ocorrências. Desde a implementação a gente tem buscado a parceria da Amesc, onde existe inúmeros prefeitos que querem nos ajudar e entendem nosso serviço, porém, ainda tem alguns que se mostram relutantes nesse tipo de pagamento. O que não conseguimos compreender”.
Em relação aos serviços que o Saer/Sarasul realizam, Mondini ressalta a importância da valorização das operações. “Estamos chegando perto de 500 atendimentos em menos de três anos. São 500 atendimentos que fizeram a diferença na vida dessas pessoas. A aeronave só é empregada quando há risco à vida ou questão de sequelas. Quando a aeronave vai para uma operação médica é porque essa pessoa está correndo risco de morte ou sequelas gravíssimas. O emprego da aeronave é fundamental”.







